Despedidas da semana: Noca da Portela, Geovani e Vladimir Sacchetta
Noca, Geovani e Sacchetta: despedidas que marcaram o Brasil

Despedidas da semana: Noca da Portela, Geovani e Vladimir Sacchetta

A semana foi marcada pela partida de três grandes personalidades que deixaram um legado inestimável para o Brasil. Noca da Portela, mestre do samba; Geovani, o "Pequeno Príncipe" dos gramados; e Vladimir Sacchetta, guardião da memória nacional. VEJA relembra suas trajetórias e contribuições para a música, o esporte e a cultura.

Noca da Portela: o samba como vida

Oswaldo Alves Pereira, conhecido como Noca da Portela, nasceu na Zona da Mata de Minas Gerais e mudou-se com a família para o Rio de Janeiro em busca de oportunidades. Trabalhou em feiras e fez bicos até se aproximar do samba, que se tornou sua paixão. Após passagem pela Paraíso de Tuiuti, foi convidado por Paulinho da Viola, em 1967, para ingressar na Portela. Lá, teve sete de seus sambas-enredos selecionados para o desfile, incluindo clássicos como Recordar é Viver (1985). Apesar do reconhecimento, Noca viveu de forma modesta, enfrentando dificuldades financeiras. Seu grande sucesso veio com É Preciso Muito Amor, em parceria com Tião de Miracema, gravada por Chico da Silva e depois por Zeca Pagodinho. A letra, com um tom misógino que reflete a época, revela delicada ironia. Noca faleceu em 17 de maio, aos 93 anos.

Geovani: elegância no gramado

O meia Geovani, campeão pelo Vasco da Gama entre os anos 1980 e 1990, encantava com seu toque de bola e visão de jogo. Com 1,68 metro, era conhecido como "Pequeno Príncipe". Pelo Vasco, disputou 408 partidas e marcou 50 gols. Na seleção brasileira, foi capitão da equipe que conquistou a medalha de prata nas Olimpíadas de 1988, ao lado de Romário e Bebeto, e fez parte do time campeão da Copa América de 1989. Romário lamentou: "Perdi um grande amigo, um cara que fez parte da minha história desde o começo, lá no Vasco." Geovani morreu em 18 de maio, aos 62 anos, devido a problemas cardíacos.

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Vladimir Sacchetta: guardião da memória

Jornalista, pesquisador e escritor, Vladimir Sacchetta era apaixonado por documentos antigos e pela história do Brasil. Foi um dos responsáveis pela coleção Nosso Século, da Abril Cultural, que entre 1978 e 1982 resgatou a trajetória política e social do país por meio de iconografia e textos jornalísticos. Também atuou como arquivista das greves do ABC paulista no fim dos anos 1970 e início dos anos 1980, documentando a gênese do PT e de Lula. Sacchetta faleceu em 15 de maio, aos 75 anos.

Estas três figuras deixaram marcas profundas na música, no esporte e na cultura brasileira, e serão lembradas por suas contribuições únicas.

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