Vereador de Santa Rita tem prisão preventiva revogada por Justiça da Paraíba
Vereador de Santa Rita tem prisão preventiva revogada

Vereador de Santa Rita tem prisão preventiva revogada após perícia descartar ligação com homicídio

A Justiça da Paraíba determinou a revogação da prisão preventiva do vereador de Santa Rita, Wagner Lucindo de Souza, conhecido como Wagner de Bebé, que estava preso desde agosto de 2025 sob suspeita de homicídio. A decisão foi proferida pela juíza Vanessa Andrade Dantas, da 1ª Vara Mista de Santa Rita, nesta quinta-feira, 12 de setembro de 2025, após análise de novas evidências periciais.

Perícia aponta falta de conexão entre armas e crime

De acordo com os autos do processo, a perícia técnica concluiu que as armas de fogo apreendidas com o vereador durante as investigações iniciais não apresentavam qualquer relação com o homicídio em questão. Essa constatação levou o Ministério Público a reformular a acusação, oferecendo denúncia formal por porte ilegal de arma de fogo, em vez da imputação original de homicídio.

A prisão preventiva havia sido decretada com base na possibilidade de envolvimento do parlamentar no crime violento, mas as novas provas descartaram essa hipótese, fundamentando a decisão judicial pela liberdade condicional do acusado.

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Medidas cautelares rigorosas são impostas ao vereador

Apesar da revogação da prisão, a juíza Vanessa Andrade Dantas estabeleceu uma série de medidas cautelares restritivas para garantir a ordem pública e a continuidade do processo. Entre as determinações estão:

  • Proibição absoluta de saídas noturnas entre 21h e 6h
  • Restrição de frequentar locais públicos como bares, restaurantes e estabelecimentos similares
  • Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica para monitoramento contínuo

Essas medidas visam assegurar que o vereador não cometa novos delitos e esteja disponível para as etapas processuais subsequentes.

Histórico criminal inclui tentativa de homicídio anterior

Wagner de Bebé também responde a outro processo criminal por tentativa de homicídio, ocorrida em 2016, antes de assumir o mandato de vereador em Santa Rita. Esse caso anterior permanece em tramitação na Justiça, independentemente das recentes decisões sobre a prisão preventiva.

A situação do parlamentar tem gerado debates na comunidade local sobre a atuação de representantes públicos envolvidos em processos criminais, especialmente considerando a gravidade das acusações e as medidas judiciais aplicadas.

O caso continua sob acompanhamento do Ministério Público da Paraíba, que deverá apresentar novas manifestações conforme o andamento processual. A defesa do vereador comemora a decisão como um passo importante para esclarecer os fatos, enquanto autoridades reforçam o compromisso com a apuração rigorosa de todas as denúncias.

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