STF inicia interrogatórios de investigados em caso bilionário do Banco Master
O Supremo Tribunal Federal (STF) dá início nesta segunda-feira a uma etapa crucial no inquérito que investiga supostas fraudes bilionárias envolvendo a venda do Banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB). A ação, que chegou à Suprema Corte em dezembro do ano passado, está sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, que determinou a coleta de depoimentos em um prazo acelerado de dois dias.
Primeira leva de depoimentos
Nesta segunda-feira, a Polícia Federal interrogará a primeira leva de investigados, incluindo figuras-chave do setor financeiro. Entre os nomes que prestarão esclarecimentos ao STF estão:
- Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor de Finanças e Controladoria do BRB
- Henrique Souza e Silva Peretto, dono da Tirreno
- André Felipe de Oliveira Seixas Maia, ex-executivo do Master e diretor da Tirreno
- Alberto Felix de Oliveira, da Tesouraria do Master
Os interrogatórios ocorrem após a decisão de Toffoli de transferir o caso da Justiça Federal em Brasília para o STF, visando agilizar as investigações sobre operações irregulares que envolvem valores astronômicos.
Continuação na terça-feira
Na terça-feira, o tribunal prosseguirá com os depoimentos de outros quatro investigados, ampliando o escopo das apurações. A lista inclui:
- Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de Operações Financeiras do BRB
- Luiz Antonio Bull, diretor de Riscos e Compliance do Master
- Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Master
- Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master
Essas audiências são fundamentais para desvendar os detalhes das transações sob suspeita, que têm atraído a atenção de autoridades e do público devido ao seu impacto no sistema financeiro brasileiro.
Operações irregulares em foco
As investigações concentram-se em operações irregulares realizadas pelo Banco Master, de propriedade de Daniel Vorcaro. Um dos pontos centrais é a venda de carteiras de crédito do Master para o BRB por um valor estimado em 12,2 bilhões de reais. Em novembro, o Banco Central identificou indícios de fraudes na documentação do negócio, o que levou à determinação da liquidação extrajudicial do Master.
Esse caso destaca a importância da atuação do STF em questões de alta complexidade financeira, reforçando a necessidade de transparência e responsabilidade no setor bancário. Os próximos depoimentos podem trazer novas revelações sobre as práticas que resultaram em prejuízos bilionários e abalaram a confiança nas instituições financeiras.