Sicário de Vorcaro enfrentou processo por dívida em condomínio de Belo Horizonte
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como "Sicário" e apontado como um dos líderes do grupo "A Turma", já havia sido processado pelo condomínio onde residia, no bairro Gutierrez, em Belo Horizonte, por inadimplência na taxa de administração, que somava pouco mais de R$ 6 mil. O processo judicial foi posteriormente extinto, conforme registros obtidos pela reportagem.
Recebimento milionário para perseguição de desafetos
Segundo investigações da Polícia Federal, Mourão recebia aproximadamente R$ 1 milhão por mês do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Esse valor era destinado a atividades de monitoramento, coleta de informações e intimidação contra críticos do empresário. As investigações fazem parte da Operação Compliance Zero - fase 3, que busca desvendar esquemas de perseguição e corrupção.
Em mensagens apreendidas durante a operação, Vorcaro orientou explicitamente o funcionário a levantar dados sobre o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. As instruções incluíam até mesmo a possibilidade de atacar fisicamente o profissional após a publicação de reportagens consideradas negativas para os interesses do ex-banqueiro.
Contraste entre receita e dívidas pessoais
O caso revela um contraste significativo entre os altos valores recebidos por Mourão para atividades ilícitas e suas pendências financeiras pessoais. Enquanto acumulava uma fortuna mensal de sete dígitos, o chamado "Sicário" deixou de honrar um compromisso financeiro relativamente modesto junto ao condomínio onde morava.
As investigações da Polícia Federal continuam apurando os detalhes dessa relação profissional e as ramificações do esquema de perseguição coordenado por Vorcaro. As autoridades buscam identificar outros envolvidos e compreender a extensão das atividades criminosas financiadas pelo ex-banqueiro.



