Operação da Polícia Federal mira servidores públicos por vazamento de dados do STF
Nesta terça-feira de Carnaval, enquanto milhares de foliões aproveitavam os blocos nas ruas, a Polícia Federal executava uma operação de alto impacto. Quatro servidores públicos foram alvos de mandados de busca e apreensão, suspeitos de terem acessado ilegalmente dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal e seus parentes.
Detalhes da operação e medidas cautelares
Segundo informações da PF, um dos investigados é servidor do Serpro, empresa pública de tecnologia, enquanto os outros três são vinculados à Receita Federal, sendo um deles auditor fiscal. Como parte das medidas cautelares determinadas pela Justiça, os quatro terão que usar tornozeleira eletrônica, tiveram seus passaportes cancelados e foram afastados de seus cargos públicos.
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes e está inserida no âmbito do inquérito das fake news, que investiga o vazamento de informações sensíveis sobre os magistrados da Corte. A PF agora concentrará esforços em apurar para quem esses servidores repassaram os dados acessados.
Posicionamento do Supremo e contexto internacional
O STF divulgou uma nota oficial afirmando que as informações vazadas foram utilizadas para criar "suspeitas artificiais" sobre os ministros, em uma tentativa clara de desestabilizar a Corte. O caso reforça os debates sobre segurança de dados e ética no serviço público.
Paralelamente, no cenário internacional, o Congresso do Peru destituiu o presidente interino José Jerí, que está sob investigação por tráfico de influência. O processo de destituição, diferente do impeachment, analisa pedidos de censura conforme a legislação peruana. Jerí foi acusado de "má conduta profissional" e "falta de idoneidade" para o cargo, que ocupava há apenas quatro meses. As eleições gerais no Peru estão marcadas para 12 de abril.



