PT assegura duas vagas na CPI do Crime Organizado com apoio do Centrão
PT garante duas cadeiras na CPI do Crime Organizado

PT assegura duas vagas na CPI do Crime Organizado com apoio do Centrão

Em uma manobra política de grande impacto, o Partido dos Trabalhadores (PT) conseguiu garantir duas cadeiras na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, com o apoio decisivo do Centrão. Essa movimentação amplia significativamente as chances de o relatório do senador Alessandro Vieira ser derrotado pelo colegiado.

Articulação envolveu governo Lula e ministros do Supremo

A articulação para essa mudança contou com a participação ativa de integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e até mesmo do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre. A iniciativa foi concretizada diante da expectativa de que o relatório do emedebista teria apoio majoritário na comissão.

O parecer de Vieira propõe o indiciamento dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes no caso Master, o que gerou forte reação nos círculos governistas. A operação política trocou dois nomes que se opõem ao Supremo e os substituiu por senadores alinhados ao governo, que demonstrariam maior disposição em blindar os magistrados.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Substituições estratégicas fortalecem base governista

Os senadores Sergio Moro, do Partido Liberal (PL), e Marcos do Val, do Avante, foram retirados da CPI e substituídos por Teresa Leitão e Beto Faro, ambos do PT. Com essa mudança, os petistas passaram a ocupar cadeiras que seriam originalmente destinadas ao bloco composto por União Brasil, Podemos, PSDB e MDB.

A dança das cadeiras foi solicitada pelo vice-líder do bloco, o senador Eduardo Braga, que integra a base governista no Senado. Nos bastidores, nomes da base aliada de Lula criticaram a decisão de Vieira de poupar, em seu relatório, o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, e políticos ligados a ele, como Ciro Nogueira e Antônio Rueda.

Essa reconfiguração da CPI do Crime Organizado reflete as tensões políticas em torno do caso Master e a atuação do STF, com o governo mobilizando esforços para influenciar o desfecho das investigações. A movimentação também evidencia a complexidade das alianças no Congresso, onde o Centrão desempenha um papel crucial na definição de majorias e na condução de processos decisivos.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar