Presidente da Câmara de Sobradinho é preso por fraude em contratos públicos
Presidente da Câmara de Sobradinho preso por fraude

Presidente da Câmara de Sobradinho é preso em operação contra fraude em licitações

O presidente da Câmara de Vereadores de Sobradinho, Edson Cardoso dos Santos, conhecido popularmente como "Cachoeira do Bolo", foi preso durante uma operação da Polícia Civil que investiga fraudes em contratos públicos. O vereador, que está no segundo mandato e disputa eleições na cidade há uma década, foi detido na quarta-feira (25) e afastado de suas funções por 90 dias por determinação judicial.

Crimes e investigações

A prisão ocorreu por porte ilegal de arma de fogo, mas o mandado temporário inclui acusações graves como:

  • Organização criminosa
  • Peculato
  • Contratação ilegal
  • Frustração do caráter competitivo de licitação

As investigações começaram após denúncias anônimas e revelaram um esquema que envolvia servidores públicos, agentes políticos, empresários e um assessor jurídico. O grupo simulava procedimentos legais para contratar empresas previamente escolhidas, sem concorrência pública adequada. Em vários casos, as empresas sequer executavam os serviços contratados.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Perfil do vereador

Cachoeira do Bolo, de 47 anos, além de presidir a Câmara, é agricultor e natural de Juazeiro, cidade do norte da Bahia localizada a aproximadamente 47 km de Sobradinho. Nas redes sociais, ele se apresenta como apaixonado por pesca e esportes, frequentemente publicando fotos correndo ou em partidas de futebol. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), nas últimas eleições ele declarou patrimônio de apenas R$ 10 mil em bens.

Desdobramentos da operação

Além do presidente da Câmara, outros seis suspeitos foram presos na mesma operação, mas seus nomes não foram divulgados pelas autoridades. A defesa do vereador informou que ainda não teve acesso ao inquérito e só se manifestará após analisar todos os atos da investigação. O afastamento de 90 dias tem como objetivo preservar a instrução processual e evitar interferências nas apurações.

Esta operação policial destaca a atuação de grupos criminosos no âmbito do poder público municipal, com práticas que prejudicam a administração e os cofres públicos através de fraudes em licitações e contratações ilegais.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar