PF prende novamente banqueiro Daniel Vorcaro por ordem do ministro André Mendonça
PF prende Daniel Vorcaro novamente por ordem de ministro do STF

Polícia Federal executa nova prisão de Daniel Vorcaro por ordem do ministro André Mendonça

Nesta quarta-feira, a Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Compliance Zero, resultando na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro. A ordem de prisão foi emitida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que atua como relator das investigações do caso Master.

Detalhes da operação e crimes investigados

Segundo informações da PF, a ação policial tem como alvo a prática de crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, supostamente cometidos por uma organização criminosa. A operação está sendo conduzida em São Paulo e Minas Gerais, com a execução de:

  • Quatro mandados de prisão preventiva
  • Quinze mandados de busca e apreensão

As investigações contaram com o apoio do Banco Central do Brasil, reforçando a seriedade das acusações. Além das prisões, foram determinadas medidas cautelares significativas, incluindo:

  1. Ordens de afastamento de cargos públicos
  2. Sequestro e bloqueio de bens no valor de até 22 bilhões de reais

Essas medidas visam interromper a movimentação de ativos ligados ao grupo investigado e preservar valores que possam estar relacionados às práticas ilícitas apuradas.

Contexto histórico e revelações recentes

Esta é a segunda ordem de prisão contra Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, por negócios fraudulentos envolvendo a instituição financeira. A primeira prisão ocorreu em novembro do ano passado, por determinação da Justiça de primeira instância.

Na semana passada, o portal Radar divulgou o conteúdo de uma delação que evidenciou o envolvimento de Vorcaro em um esquema de fraudes a fundos de pensão estatais. O esquema resultou no desvio de 100 milhões de reais para a construção de um hotel em Belo Horizonte, Minas Gerais.

A nova fase da Operação Compliance Zero reforça a atuação das autoridades no combate a crimes financeiros de grande escala, destacando a importância da colaboração entre instituições como a Polícia Federal, o STF e o Banco Central.