PF planeja novas operações no Rio após trabalho de inteligência de meses
PF planeja novas operações no Rio após inteligência

PF planeja novas operações no Rio após trabalho de inteligência de meses

A Polícia Federal no Rio de Janeiro está preparando uma série de novas operações ostensivas como resultado de um extenso trabalho de inteligência desenvolvido ao longo dos últimos meses. As ações devem ir além das três operações deflagradas nesta semana, que resultaram na prisão de 14 pessoas, incluindo policiais civis, policiais militares, um delegado federal e um ex-secretário do governo Cláudio Castro.

Missão Redentor II se torna permanente

O cronograma da PF para novas operações no Rio ganha força com a permanência da força-tarefa Missão Redentor II, que se tornou um grupo de trabalho permanente. Criado a partir de uma determinação do Supremo Tribunal Federal na "ADPF das Favelas", este esquadrão reúne 40 agentes da PF com a missão específica de mapear a infiltração de facções criminosas e milícias no poder público fluminense.

Fontes próximas ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, afirmam que essa passou a ser a prioridade no Rio, com a superintendência local cumprindo as orientações à risca. O grupo foi recrutado com policiais de diferentes estados, especializados em inteligência, para formar uma equipe de elite.

Expansão do foco e estrutura

Inicialmente criado em 2021 sob a coordenação do delegado Luiz Flávio Zampronha, diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado, o Centro de Inteligência Policial Operacional da Missão Redentor focava principalmente no tráfico de drogas e nas milícias, especialmente na identificação de lideranças. Após a decisão do STF, houve uma significativa expansão:

  • O grupo praticamente dobrou de tamanho desde 2021
  • O foco foi ampliado para combater a infiltração do crime nos espaços formais de poder
  • A atenção especial agora inclui conexões com agentes públicos, operadores financeiros e estruturas políticas

A primeira operação ocorreu ainda no ano passado, com a apreensão de drogas na Bahia a partir de um alerta da PF do Rio. No entanto, as novas fases ostensivas começam a ganhar tração como resultado direto do trabalho de inteligência desenvolvido nos últimos meses.

Características das operações recentes

As três operações deflagradas na última semana compartilham uma característica fundamental: todas miram relações espúrias entre agentes públicos e o crime organizado. Este padrão deve se repetir nas próximas ações, que tendem a se tornar rotina no Rio com a permanência da Missão Redentor II.

As autoridades federais esperam que novas operações sejam deflagradas em breve, continuando o combate à corrupção e à infiltração criminosa nas instituições públicas. O trabalho de inteligência dos últimos meses criou as bases para essas ações, que buscam desmantelar redes complexas que conectam o crime organizado a figuras públicas no estado.