Onça-pintada capturada em Corumbá é solta na natureza no Pantanal
Onça capturada em MS é solta na natureza

A onça-pintada que foi capturada após invadir residências e atacar animais domésticos em Corumbá, Mato Grosso do Sul, foi devolvida à natureza neste domingo (3). O felino foi transportado para a região da Serra do Amolar, uma área considerada ideal para sua reintrodução.

Detalhes do animal

A onça é uma fêmea com aproximadamente 4 anos de idade e pesa 72 quilos. Segundo a Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul, a captura ocorreu na noite de sábado (2), após semanas de monitoramento intenso. As autoridades suspeitam que seja o mesmo animal que vinha sendo avistado na área urbana e atacando cães e galinhas em residências locais.

Histórico de ataques

O caso ganhou grande repercussão após a madrugada de 22 de abril, quando uma onça invadiu o quintal de uma casa e matou uma cadela. A partir desse episódio, equipes especializadas iniciaram uma operação para capturar o animal com segurança.

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Estratégias de captura

Foram instaladas gaiolas de contenção em pontos estratégicos, com uso de iscas. Após a captura, a onça foi sedada e submetida a uma avaliação veterinária na sede da Polícia Militar Ambiental, em Corumbá. Os exames indicaram que o animal está saudável, sem alterações clínicas.

Monitoramento contínuo

A onça recebeu um colar de monitoramento para que seu deslocamento na natureza possa ser acompanhado. Segundo as equipes, o felino já vinha sendo monitorado desde 2025, devido a aparições frequentes na área urbana. Durante esse período, foram realizadas ações como instalação de armadilhas fotográficas, rondas e orientação aos moradores.

Decisão pela remoção

Com a repetição do comportamento de aproximação e o aumento de ataques a animais domésticos, um grupo técnico decidiu pela captura e remoção do felino, medida que já havia sido autorizada por órgãos ambientais federais.

Operação conjunta

A operação contou com o apoio de diversas instituições, incluindo o Exército Brasileiro, que realizou o transporte do felino em helicóptero de Campo Grande até o Pantanal. Também participaram equipes da Fundação do Meio Ambiente do Pantanal, do Instituto do Homem Pantaneiro (IHP), do Reprocon e o veterinário Diego Viana.

De acordo com a PMA, a decisão de retirar o animal da área urbana foi tomada devido ao comportamento recorrente de aproximação com casas, o que aumentava o risco tanto para moradores quanto para a própria onça. Com a soltura em uma área mais isolada do Pantanal, a expectativa é que o animal retome seu comportamento natural, longe da presença humana.

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