Operação conjunta da PF e CGU mira organização criminosa na Bahia
Nesta quarta-feira, 1º de maio, a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) executaram uma operação de grande porte no estado da Bahia, cumprindo 16 mandados de busca e apreensão contra uma organização criminosa acusada de graves crimes contra a administração pública.
Alvos da operação incluem ex-prefeito e deputado estadual
Os mandados judiciais foram cumpridos nas cidades de Salvador, Feira de Santana, Serrinha e Santaluz, com foco em figuras políticas de destaque. Entre os investigados estão o ex-prefeito de Serrinha, Adriano Lima (PP), que governou o município entre 2017 e 2024, e o deputado estadual Marcinho Oliveira (União Brasil).
Marcinho Oliveira, que atualmente ocupa uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia, foi vice-prefeito de Santaluz no período de 2017 a 2020. Além da carreira política, ele é empresário e proprietário de uma empresa de locação de veículos, que, segundo as investigações, teria sido peça central no esquema criminoso.
Esquema de fraudes em licitações de veículos
De acordo com as apurações da Polícia Federal, o grupo criminoso atuava de forma organizada para fraudar licitações de locação de veículos entre os anos de 2017 e 2024. O modus operandi envolvia a manipulação dos processos licitatórios, garantindo contratos superfaturados ou com serviços não executados.
O esquema funcionava em uma cadeia de corrupção: após a fraude nas licitações, o deputado Marcinho Oliveira, como dono da empresa de locação, realizava transferências financeiras e pagamentos em espécie para servidores públicos e gestores envolvidos. Esses valores eram provenientes do superfaturamento e da não prestação dos serviços contratados, caracterizando lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos.
Material apreendido e próximos passos
Durante as buscas, os agentes apreenderam diversos aparelhos eletrônicos e documentos em poder dos investigados. Todo o material coletado será submetido a perícia técnica para comprovar as suspeitas e fortalecer as evidências contra a organização criminosa.
A operação representa um esforço conjunto das instituições de controle para combater a corrupção e proteger o erário público. As investigações continuam em andamento, e novos desdobramentos podem surgir à medida que as análises periciais avançam.



