PF apreende equipamentos de contraespionagem em operação com deputado Rodrigo Bacellar
Em uma ação que revela práticas sofisticadas de ocultação, a Polícia Federal apreendeu equipamentos de contraespionagem durante buscas no gabinete do presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar. Os materiais incluem um aparelho conhecido como "jummer", utilizado para bloquear sinais de telefonia móvel e impedir gravações, conforme detalhado pelos investigadores.
Celulares 'bomba' e operadora ligada ao crime organizado
Além do dispositivo de bloqueio, os agentes encontraram vários celulares denominados "bomba", que estavam registrados em nome de laranjas. Esses aparelhos eram conectados à operadora SurfTelecom, que, segundo a PF, é a plataforma preferida do crime organizado para esconder conversas e atividades ilícitas. A descoberta aponta para um esquema elaborado de comunicação clandestina.
Como revelado pelo Radar na edição de VEJA disponível nas bancas, Bacellar foi indiciado pela Polícia Federal juntamente com o ex-deputado TH Joias, acusado de manter ligações com a facção criminosa Comando Vermelho. A investigação também envolve mais três pessoas, ampliando o escopo do caso.
Contexto político e influência de Bacellar
Rodrigo Bacellar, presidente do União Brasil, mantém um significativo poder sobre deputados e pode influenciar os rumos da eleição indireta, conforme destacado em análises políticas. A apreensão dos equipamentos de contraespionagem levanta questões sobre a extensão de suas atividades e possíveis conexões com grupos criminosos.
A operação da PF destaca os desafios enfrentados pelas autoridades no combate à corrupção e ao crime organizado, especialmente em meio a figuras políticas de alto escalão. O caso continua sob investigação, com expectativa de novos desdobramentos que possam esclarecer as acusações e implicações legais para todos os envolvidos.
