Operação Carta Marcada mira corrupção em prefeitura do PCdoB na Bahia
Operação investiga corrupção em prefeitura do PCdoB na Bahia

Operação Carta Marcada investiga esquema de corrupção em prefeitura baiana

A Polícia Civil da Bahia deflagrou nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, uma operação de grande porte contra um esquema de corrupção, desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro na prefeitura de Itagibá, localizada no sudoeste do estado. As investigações apontam para um prejuízo estimado em 2 milhões de reais aos cofres municipais, resultante de contratos superfaturados e fraudes em licitações.

Detalhes da operação e mandados cumpridos

A operação, batizada de Carta Marcada, cumpriu quinze mandados de busca e apreensão em diversos municípios da região baiana. Os alvos incluem sete endereços em Itagibá, quatro em Dário Meira, três em Ipiaú e um em Jequié. Durante as ações, foram apreendidos cerca de 70 mil reais em espécie, além de documentos, cartões de banco, celulares e computadores, que serão encaminhados para perícia técnica.

Envolvimento de agentes públicos e empresas privadas

De acordo com o delegado-geral adjunto de Operações, Jorge Figueiredo, da Polícia Civil baiana, as investigações identificaram um grupo organizado com divisão clara de tarefas. Esse esquema envolvia direcionamento de contratações, fraudes em processos licitatórios e desvio de recursos, com atuação conjunta entre agentes públicos e particulares. As empresas privadas de consultoria investigadas estão sob suspeita de colaborar com funcionários da prefeitura de Itagibá, município governado desde 2021 pelo prefeito Marquinhos Barreto, filiado ao PCdoB.

Consequências e medidas tomadas

Em resposta às suspeitas, a prefeitura de Itagibá já afastou um secretário municipal e uma servidora da Controladoria-Geral do Município, ambos investigados por possível envolvimento nas fraudes. A operação mobilizou sessenta policiais civis e foi conduzida pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), através da Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor).

As investigações continuam em andamento, com foco em desvendar todos os mecanismos utilizados para o desvio de recursos e a lavagem do dinheiro roubado, visando à responsabilização dos envolvidos e à recuperação dos prejuízos causados ao erário público.