Bancada do Novo questiona Planalto sobre reunião de Lula com dono do Banco Master
Novo cobra Planalto sobre encontro de Lula com Vorcaro

Bancada do Novo exige esclarecimentos do Planalto sobre encontro entre Lula e Vorcaro

Deputados do partido Novo enviaram, nesta terça-feira, um requerimento formal ao governo federal cobrando explicações detalhadas da Casa Civil sobre um encontro que ocorreu entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, no final de 2024. O documento questiona a falta de transparência em torno da reunião, que não foi registrada na agenda oficial do mandatário, levantando suspeitas sobre possíveis conflitos de interesse envolvendo autoridades públicas e representantes do setor privado.

Detalhes do requerimento e contexto da reunião

O pedido dos parlamentares do Novo destaca que a reunião foi viabilizada por Guido Mantega, ex-ministro de Lula e, na época, consultor de Vorcaro. Esse fato amplia as preocupações quanto à natureza e aos objetivos do encontro, especialmente considerando a ausência de registros públicos. A bancada argumenta que a omissão na agenda oficial fere princípios de transparência e accountability, essenciais para a democracia.

Além disso, o requerimento solicita que a Casa Civil forneça informações sobre os temas discutidos, a presença de outras autoridades e a justificativa para o sigilo. Os deputados enfatizam a necessidade de clareza para evitar especulações e garantir a integridade das ações governamentais.

Iniciativas paralelas para fortalecer a transparência

Paralelamente, o deputado Marcel Van Hattem, do Novo no Rio Grande do Sul, solicitou ao presidente da Câmara, Hugo Motta, que paute um projeto de lei de autoria do partido. A proposta visa restringir o uso abusivo do sigilo de informações, reforçando o compromisso com a abertura e o acesso público a dados governamentais. Essa movimentação política reflete uma crescente pressão por maior fiscalização e controle sobre as atividades do Executivo.

As ações do Novo ocorrem em um contexto de debates nacionais sobre ética e governança, onde a transparência tem se tornado um tema central. A bancada busca, com essas medidas, promover uma cultura de responsabilidade e evitar que reuniões sigilosas possam comprometer a confiança pública.

O caso ressalta a importância de mecanismos de controle e a atuação vigilante do Legislativo em relação ao Executivo, assegurando que os interesses públicos prevaleçam sobre privados.