Deputado Nikolas Ferreira exige ação do Senado contra ministro do Supremo
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) intensificou suas críticas públicas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), exigindo a imediata pauta do pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. A cobrança ocorre em meio às revelações da Polícia Federal, que solicitou a suspeição do magistrado devido a menções encontradas no celular de Daniel Vorcaro, figura central do escândalo do Banco Master.
Contexto do caso e reações políticas
Em postagens nas redes sociais, Nikolas Ferreira expressou indignação com a postura de Alcolumbre, afirmando: “Inacreditável como todo mundo está vendo os escândalos do Master, menos o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Já passou da hora de abrir o impeachment do Toffoli. Acorda, Senado!”. A manifestação do parlamentar reflete uma estratégia mais ampla de setores bolsonaristas, que buscam construir maioria no Senado nas eleições deste ano, visando facilitar a inclusão de processos de impeachment contra ministros do STF na pauta legislativa.
Apesar de a legislação prever a possibilidade de impeachment de ministros, na prática, nenhum dos pedidos atualmente sob análise de Alcolumbre avançou significativamente. O processo, embora tecnicamente destinado a apurar crimes de responsabilidade, é eminentemente político e exige quóruns elevados para prosseguir. Entre os atuais integrantes do STF, o ministro Alexandre de Moraes lidera com 43 pedidos de impeachment, enquanto Toffoli contava com apenas 6 até o final de 2025. No total, existem 81 solicitações aguardando deliberação na mesa do presidente do Senado.
Pedido da Polícia Federal e defesa de Toffoli
Na noite de quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, a Polícia Federal encaminhou um pedido direto ao presidente do Supremo, Edson Fachin, requerendo a suspeição de Toffoli e seu consequente afastamento do caso do Banco Master, do qual ele é relator. A solicitação baseia-se em referências ao ministro identificadas no dispositivo móvel de Daniel Vorcaro durante as investigações.
Inicialmente, Toffoli classificou o pedido da PF como uma “ilação” e apresentou uma resposta formal, negando qualquer vínculo pessoal com o banqueiro. O ministro esclareceu que é sócio da empresa Maridt, administrada por seus irmãos, que detinha participação no resort Tayayá. As cotas sociais foram vendidas a um fundo gerido pelo cunhado de Vorcaro, transação que Toffoli afirma ser estritamente comercial e sem relação com as investigações em curso.
Este episódio destaca as tensões entre os Poderes e a complexidade dos processos de impeachment no cenário político brasileiro, onde questões jurídicas frequentemente se entrelaçam com estratégias partidárias e disputas de poder.



