Moro se irrita ao ser questionado sobre PF em eventual governo de Flávio Bolsonaro
Moro se irrita com pergunta sobre PF e governo Bolsonaro

Sergio Moro demonstra irritação em coletiva ao ser questionado sobre Polícia Federal

Em uma coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira, 6 de abril de 2026, o senador Sergio Moro (PL-PR), pré-candidato ao governo do Paraná, mostrou-se visivelmente irritado quando jornalistas questionaram sobre como seria a condução da Polícia Federal em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.

Pergunta sobre controle da PF gera desconforto

Um dos repórteres perguntou diretamente se existiria a possibilidade de Flávio Bolsonaro tentar controlar a PF, como Moro havia acusado o ex-presidente Jair Bolsonaro em 2020, quando pediu demissão do Ministério da Justiça e Segurança Pública alegando tentativa de interferência política na corporação.

Cinco anos depois do episódio que marcou sua saída do governo federal, o senador optou por não responder à questão específica, desviando o foco para críticas ao governo atual de Luiz Inácio Lula da Silva.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Resposta evasiva e críticas ao governo Lula

"Olha, o que a gente vê... Vamos ver o que está acontecendo nesse governo", iniciou Moro em sua resposta. "Nesse governo, o que nós temos de volta? A roubalheira do PT. Roubaram até os aposentados e pensionistas. Eu acho que esse é o crime mais vergonhoso da história do país".

O senador continuou: "E quem está lá suspeito, está envolvido? O filho do presidente Lula. Então, a gente vê até a Polícia Federal fazendo hoje um bom trabalho, mas por quê? Está sendo conduzido com mão firme e independente do ministro André Mendonça. Quem indicou o ministro André Mendonça? Jair Bolsonaro. Então, vamos colocar as coisas no devido lugar".

Moro finalizou essa parte de sua fala afirmando: "Então, vamos colocar a realidade e sem produzir factóides".

Insistência dos jornalistas e resposta final

Os repórteres insistiram na pergunta original, lembrando que Moro foi ministro do governo Bolsonaro durante um período em que já havia denúncias de desvios no INSS. Diante da pressão, o senador respondeu de forma lacônica: "Outra pergunta".

Contexto histórico do conflito

Em 2020, Sergio Moro deixou o governo Bolsonaro após acusar publicamente o então presidente de tentar interferir na Polícia Federal. Naquele momento, o senador Flávio Bolsonaro era investigado por suspeita de esquema de "rachadinha" em seu gabinete quando era deputado estadual no Rio de Janeiro.

O caso contra o hoje pré-candidato à Presidência foi posteriormente arquivado. Flávio Bolsonaro sempre negou as acusações, sustentando que se tratava de uma narrativa política para atingi-lo por ser filho do então chefe do Poder Executivo federal.

A recusa de Moro em abordar diretamente a questão sobre a PF em um eventual governo Bolsonaro reacende discussões sobre independência das instituições policiais e relações políticas entre figuras que já foram aliadas no passado.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar