Gleisi afirma que Lewandowski avisou Lula sobre consultorias ao ser convidado para ministério
Gleisi: Lewandowski avisou Lula sobre consultorias ao ser convidado

Ministra Gleisi Hoffmann defende ex-ministro Lewandowski e afirma que ele avisou Lula sobre consultorias

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, do PT, saiu em defesa do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, durante um café com jornalistas nesta quarta-feira (28). Gleisi afirmou categoricamente que, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou Lewandowski para assumir a pasta em 2024, o ex-ministro já havia informado sobre os contratos de consultoria que mantinha com empresas privadas.

Contrato de R$ 5 milhões com o Banco Master em foco

O escritório de advocacia de Lewandowski recebeu a quantia de R$ 5 milhões do Banco Master para a prestação de serviços de consultoria jurídica. Conforme revelado pelo portal Metrópoles, esse contrato foi firmado por indicação do senador Jaques Wagner, do PT-BA, e permaneceu ativo mesmo após Lewandowski assumir o ministério em fevereiro de 2024.

Ao ser questionada especificamente se Lewandowski havia avisado Lula sobre o contrato com o Banco Master, a ministra Gleisi respondeu que o ex-ministro "deve ter avisado" o presidente. Ela enfatizou que Lewandowski cumpriu a legislação ao se desvencilhar de todos os contratos privados ao assumir o cargo público.

Gleisi minimiza tentativas de ligar governo ao caso Master

Em suas declarações, a ministra buscou minimizar as tentativas da oposição de associar o governo Lula ao caso do Banco Master. Gleisi destacou que foi durante a gestão de Lewandowski no Ministério da Justiça que a Polícia Federal conduziu investigações rigorosas sobre o banco, resultando na prisão do presidente da instituição, Daniel Vorcaro.

"Quero aqui lembrar que toda essa apuração feita em relação ao Banco Master foi feita sob a gestão do ministro Lewandowski, a gestão da Polícia Federal", afirmou Gleisi, ressaltando o compromisso do governo em apurar responsabilidades e punir eventuais irregularidades.

Saída do ministério por motivos pessoais, segundo Gleisi

Sobre a saída de Lewandowski do comando do Ministério da Justiça, ocorrida no início deste ano, a ministra foi enfática ao negar qualquer relação com as investigações envolvendo o Banco Master. Ela reiterou que o pedido de demissão foi motivado por "razões de caráter pessoal e familiar", conforme expresso na carta de desligamento entregue ao presidente Lula.

"As coisas não estão relacionadas. De maneira nenhuma têm relação com isso. O ministro Lewandowski pediu pra sair, já tinha há algum tempo falado com o presidente, queria descansar, achou que já tinha cumprido a sua missão", declarou Gleisi, acrescentando que o ex-ministro desejava dedicar mais tempo à família.

Por fim, a ministra reafirmou sua confiança na atuação de Lewandowski, classificando os serviços prestados por ele ao país como "relevantes" e descartando a existência de irregularidades ou crimes em relação aos contratos de consultoria.