Gleisi Hoffmann chama Tarcísio de 'cara de pau' após visita a Bolsonaro na Papuda
Gleisi chama Tarcísio de 'cara de pau' por fala após Papuda

Gleisi Hoffmann critica Tarcísio de Freitas por declaração após visita a Bolsonaro na Papuda

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, chamou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de "cara de pau" por suas declarações feitas logo após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro no Complexo Penitenciário da Papuda, nesta quinta-feira, 29 de janeiro de 2026.

Declaração de Tarcísio sobre crise fiscal e moral

Tarcísio de Freitas afirmou que o Brasil vive atualmente uma "crise fiscal e moral", gerando reações imediatas no cenário político. A fala ocorreu no contexto de sua visita a Bolsonaro, que está detido na Papuda, intensificando as discussões sobre a situação econômica e ética do país.

Ironia de Gleisi Hoffmann e menção a financiador preso

Em resposta, Gleisi Hoffmann ironizou a declaração do governador bolsonarista, destacando que "o maior financiador individual das campanhas dele e de Bolsonaro foi o cunhado de Daniel Vorcaro do Master, Fabiano Zettel, preso pela Polícia Federal". Zettel foi detido há cerca de 15 dias ao tentar embarcar em um voo de Guarulhos para Dubai, nos Emirados Árabes, e está sob medidas restritivas, incluindo proibição de sair do país e apreensão do passaporte.

Rebate à crise fiscal e críticas à gestão Bolsonaro

Ao rebater a afirmação de Tarcísio sobre a "crise fiscal", a ministra argumentou que foi a gestão de Bolsonaro que deixou um rombo de 255 bilhões de reais para o governo Lula pagar, além de desorganizar as contas e a economia nacional. Ela enfatizou a contradição nas falas do governador, vinculando-as a financiadores envolvidos em escândalos.

Contexto político e repercussões

Este episódio reflete as tensões políticas em curso no Brasil, com divergências sobre políticas econômicas e o tamanho do ajuste fiscal necessário. A visita de Tarcísio a Bolsonaro e as reações subsequentes destacam os conflitos entre aliados do ex-presidente e membros do governo atual, em um momento de debates acalorados sobre moralidade e gestão pública.