Ministro do STF denuncia vigilância clandestina de seus movimentos em São Luís
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou uma nota oficial nesta quinta-feira, 12 de setembro, revelando uma grave violação de sua segurança pessoal. Segundo o magistrado, a equipe responsável por sua proteção foi alertada ainda em 2025 sobre o monitoramento ilegal de todos os seus deslocamentos na capital maranhense, São Luís.
Operação da Polícia Federal apreende equipamentos em investigação
Em resposta às denúncias, a Polícia Federal (PF) executou, na terça-feira, 10 de setembro, um mandado de busca e apreensão autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes. A ação, realizada na residência do blogueiro Luís Pablo, resultou na apreensão de aparelhos celulares e um computador, como parte das investigações sobre o crime de perseguição contra Flávio Dino.
De acordo com a nota ministerial, as informações coletadas ilegalmente incluíam dados sensíveis, como:
- Placas de veículos utilizados pela comitiva de segurança
- Quantidade exata de agentes de proteção
- Nomes completos dos profissionais responsáveis pela segurança
Entidades de mídia manifestam preocupação com decisão judicial
Paralelamente, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) emitiram um comunicado conjunto expressando preocupação com a decisão do ministro Alexandre de Moraes que autorizou a operação policial.
O ministro Flávio Dino foi enfático ao esclarecer que todo o material obtido de forma ilícita foi encaminhado imediatamente para a Polícia Federal e para a Procuradoria Geral da República (PGR), visando a abertura do procedimento investigativo adequado.
Investigção foca em violação de protocolos de segurança
"Portanto, a questão em investigação deriva da necessidade imperiosa de apurar os citados monitoramentos ilegais dos procedimentos de segurança do ministro Flávio Dino", afirma trecho da nota oficial. O documento ainda ressalta que o caso não possui qualquer correlação com crimes contra a honra, liberdade de expressão ou com o inquérito sobre fake news.
Esta revelação ocorre em um contexto de intensa atividade judicial, lembrando que o próprio ministro Flávio Dino recentemente participou do julgamento histórico dos acusados de mandar assassinar a vereadora Marielle Franco, demonstrando o alto nível de exposição e risco que autoridades do Judiciário brasileiro podem enfrentar.
