Evento conservador reúne Eduardo Bolsonaro e personalidades em resort de Trump nos Estados Unidos
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) marcou presença no Latino Gala, conhecido como Baile da Prosperidade Hispânica, realizado na última terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, em Mar-a-Lago, o luxuoso resort do ex-presidente americano Donald Trump, localizado na Flórida. O evento conservador reuniu figuras políticas e empresariais em um ambiente de discussões sobre política internacional e questões culturais.
Encontro político e apoio familiar
Nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro compartilhou registros do evento ao lado de sua esposa, Heloísa Bolsonaro, e de outras personalidades, incluindo o deputado federal Mário Frias (PL-SP), o ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani, e Eduardo Bittar, coordenador geral do movimento Rumbo Libertad, que se opõe aos regimes chavistas na Venezuela. Em suas publicações, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro comentou sobre o clima político entre a comunidade hispânica em relação ao Brasil.
Segundo Eduardo, que está autoexilado nos Estados Unidos há quase um ano, há um sentimento de apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República nas eleições deste ano. O senador anunciou sua intenção de concorrer no final do ano passado, enfrentando outros postulantes da centro-direita e direita, como os governadores Ronaldo Caiado (União), Romeu Zema (Novo) e Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Além disso, Eduardo afirmou que a comunidade latina vê com indignação a prisão de Jair Bolsonaro, que cumpre pena de mais de 27 anos por envolvimento na tentativa de golpe de Estado, conforme condenação do Supremo Tribunal Federal (STF). "Mas a mensagem é de esperança. Com o resgate da democracia, o Brasil terá um novo ciclo de oportunidades", escreveu o ex-deputado, destacando conversas inspiradoras com embaixadores e autoridades.
Críticas à apresentação de Bad Bunny no Super Bowl
Durante o evento, Eduardo Bolsonaro também aproveitou para criticar o que chamou de "lacração" do cantor porto-riquenho Bad Bunny em sua apresentação no intervalo do Super Bowl, realizado no domingo, 8 de fevereiro. O artista, vencedor do Grammy, fez um show com tom político, exaltando a América como continente e, embora não tenha citado nominalmente Donald Trump, tem feito críticas contundentes ao governo americano, especialmente ao ICE, serviço de imigração do país.
"O agradecimento à comunidade americana que nos acolhe ficou evidente nos discursos que repudiaram o protesto do cantor Bad Bunny, que aproveitou o intervalo da NFL para fazer protesto contra Trump e ICE. Além de inapropriado, uma lacração que ninguém suporta mais", afirmou Eduardo em suas redes sociais.
A apresentação de Bad Bunny irritou Donald Trump, que usou suas redes sociais para condenar o show, classificando-o como "pior de todos". "Absolutamente terrível, um dos piores de todos os tempos! Não faz sentido nenhum, é uma afronta à grandeza da América e não representa nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência", publicou o ex-presidente americano.
Contexto político e repercussões
O Latino Gala serviu como um palco para discussões sobre política brasileira e americana, com Eduardo Bolsonaro reforçando seu apoio à família e criticando ações culturais que considera inadequadas. O evento destacou a influência de figuras conservadoras em círculos internacionais e a polarização em torno de temas como imigração e liberdade de expressão.
Com a participação de personalidades como Rudy Giuliani e Eduardo Bittar, o baile evidenciou alianças políticas e a mobilização de comunidades hispânicas em favor de causas direitistas. As declarações de Eduardo Bolsonaro refletem um momento de tensão e esperança para seus apoiadores, que aguardam as eleições brasileiras com expectativa de mudanças no cenário político.



