Governador Cláudio Castro deixa CPI do Crime Organizado no vácuo para agenda na Europa
Castro deixa CPI do Crime Organizado para agenda na Europa

Governador do Rio de Janeiro deixa CPI do Crime Organizado no vácuo para cumprir agenda internacional na Europa

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), informou oficialmente que não poderá comparecer à sessão desta terça-feira da CPI do Crime Organizado. O convite para depor foi feito através de um requerimento apresentado pelo relator do colegiado, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

Agenda europeia do governador Cláudio Castro

Castro está na Europa desde o último dia 30 de janeiro, participando de uma série de compromissos internacionais. Nos últimos dias, ele esteve na Dinamarca, onde discutiu temas relacionados à transição energética em encontros com autoridades locais.

Desde domingo, o governador do Rio está em Roma, na Itália, onde firmou um acordo de cooperação com autoridades italianas na área de segurança pública. O tour europeu está programado para terminar no final desta semana, em Londres, na Inglaterra.

Expectativa frustrada na CPI do Crime Organizado

A ausência de Cláudio Castro na CPI do Crime Organizado foi recebida com frustração pelos membros do colegiado. Ele e o governador Ibaneis Rocha, do Distrito Federal, seriam os primeiros a depor neste ano, seguindo o exemplo do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, que compareceu no ano passado.

No documento de convite, o relator Alessandro Vieira ressaltou que os depoimentos dos governadores são "cruciais para entender a natureza dos conflitos em curso, a predominância de guerras territoriais entre facções e quais os principais desafios para a redução drástica da letalidade violenta nessas regiões".

Impacto político e próximos passos

A presença de Ibaneis Rocha também ainda não foi confirmada, o que pode adiar ainda mais os trabalhos da CPI. A ausência de Cláudio Castro levanta questões sobre o compromisso político com a investigação do crime organizado no Brasil, especialmente em um momento em que a violência tem sido um tema central no debate público.

Especialistas apontam que a agenda internacional do governador, embora importante, pode ser vista como uma priorização controversa diante da urgência dos temas tratados pela CPI. A comissão agora aguarda novas datas para os depoimentos, enquanto busca avançar em suas investigações sobre a atuação de facções criminosas em diferentes estados.