Ação civil pede bloqueio de bens de Cláudio Castro e aliados por investimentos da Cedae no Banco Master
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e seus aliados se tornaram alvos de uma ação civil pública que solicita o bloqueio de bens devido aos investimentos de R$ 218 milhões da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) no Banco Master, atualmente em processo de liquidação extrajudicial. O processo, movido pelo Instituto José do Patrocínio, requer medidas cautelares contra o governador, o secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, e o diretor financeiro da Cedae, Antonio Carlos dos Santos, por suposta gestão financeira irregular.
Detalhes da ação e pedidos de bloqueio
A ação exige o bloqueio de contas bancárias, imóveis, participações societárias e veículos dos réus, além de condená-los por danos à estatal. O Instituto José do Patrocínio também demanda o ressarcimento integral do valor aplicado no Banco Master e o pagamento de uma indenização por danos morais coletivos, argumentando que as ações minaram a confiança da sociedade e a moralidade administrativa. O documento ainda solicita uma perícia contábil para determinar o valor exato dos prejuízos financeiros sofridos pela Cedae.
Investigações paralelas e contexto do caso
Na semana passada, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) abriu um procedimento para fiscalizar os aportes da Cedae no Banco Master. O conselheiro Rodrigo Nascimento, relator do caso, afirmou ver fortes indícios de graves irregularidades nos investimentos, que foram realizados em 2023. A primeira medida aprovada pelo TCE foi a notificação da companhia para que explicasse as operações.
Em resposta, a Cedae divulgou uma nota informando que as operações seguiram rigorosamente todas as normas de compliance e governança. Este é o segundo caso envolvendo o Governo do Rio e o Banco Master, já que o Rioprevidência, fundo de aposentadorias dos servidores estaduais, também está sob suspeita por investimentos de quase R$ 1 bilhão no banco de Daniel Vorcaro. O ex-presidente do fundo foi preso nesta semana pela Polícia Federal.
O Banco Central já apontou insolvência e suspeitas de fraude no Banco Master, enquanto a Polícia Federal investiga indícios de gestão fraudulenta, créditos falsos e lavagem de dinheiro envolvendo a instituição financeira.



