Um homem foi assassinado a tiros dentro de uma casa de praia na região de Juçatuba, em São José de Ribamar, no Maranhão, na tarde do último sábado, 25 de janeiro. A vítima foi identificada como Alexandre Santos Silva, mais conhecido como 'Xandy'. De acordo com a Polícia Militar do Maranhão, há suspeitas de que ele estivesse envolvido na morte do policial militar Marx Hommel Rocha Gomes, de 36 anos, ocorrida no último dia 23.
Detalhes do crime
Segundo informações do 43º Batalhão de Polícia Militar (BPM), testemunhas relataram que Alexandre havia chegado à casa de praia na quinta-feira, 23 de janeiro, e teria participação no homicídio do policial militar, que aconteceu no mesmo dia, no bairro São Raimundo, em São Luís. No início da tarde de sábado, dois homens encapuzados invadiram o imóvel onde Alexandre estava e efetuaram disparos de arma de fogo contra ele, que morreu no local. O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que investiga a autoria e motivação do crime, além da suposta participação de Alexandre na morte do PM.
Contexto: morte do sargento Marx Hommel
O sargento da Polícia Militar do Maranhão Marx Hommel Rocha Gomes, de 36 anos, foi morto a tiros na noite de quinta-feira, 23 de janeiro, no bairro São Raimundo, em São Luís, enquanto estava de folga. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento do crime: criminosos chegaram à Rua da Glória, próximo à Praça da Família, e efetuaram cerca de 20 disparos. O policial foi baleado e morreu no local. Durante a ação, duas pessoas também foram baleadas e levadas para atendimento hospitalar. Um jovem foi atingido no braço direito e um homem sofreu disparos no pescoço e no tórax. Ambos foram socorridos e encaminhados ao Hospital da Cidade (Socorrão II), no bairro Cidade Operária, em São Luís. O estado de saúde das vítimas não foi divulgado. Max Hommel integrava a Polícia Militar desde 2014 e estava lotado no 43º Batalhão, na Cidade Olímpica, em São Luís. Ele deixa esposa e filho.
Investigação e suspeitos
A Polícia Civil do Maranhão investiga se o ataque que matou o policial militar está ligado à disputa entre facções criminosas. Segundo o delegado Murilo Pedroso Lapenda, titular da Área Leste, a região do São Raimundo tem registrado conflitos recentes entre facções rivais, e a morte do PM tem características semelhantes a outros ataques já registrados na localidade. "O ataque que vitimou o policial segue a mesma característica de outros que são investigados por nós. Em vista disso, do veículo utilizado, da quantidade de pessoas, das características e também de algumas testemunhas que foram ouvidas, nós já conseguimos identificar os quatro indivíduos que estavam dentro do carro e participaram do ataque", afirmou o delegado. A principal hipótese é de que o PM tenha sido vítima de um ataque aleatório, quando criminosos saem em busca de integrantes de facções rivais e, ao não encontrarem, acabam atacando pessoas que estão na rua.
Suspeitos presos e foragido
Um dos suspeitos de envolvimento na morte do sargento morreu durante um confronto com a PM no início da noite de sexta-feira, 24 de janeiro, na Vila Cutia, região do São Raimundo, em São Luís. De acordo com o Centro Integrado de Operações de Segurança (CIOPS), a ocorrência foi registrada na Rua Oito da Vila Cutia. Uma guarnição realizava rondas na região quando houve troca de tiros com indivíduos suspeitos de participação no assassinato do policial militar. No confronto, um dos suspeitos foi atingido, encaminhado ao Hospital da Cidade (Socorrão II), mas não resistiu e morreu. Durante a mesma ação, a Polícia Militar prendeu um segundo suspeito, com quem foram apreendidas duas armas de fogo, um revólver e uma pistola, encaminhadas para a Delegacia de Homicídios. Outro investigado se apresentou à Polícia Civil na sexta-feira, quando foi cumprido o mandado de prisão contra ele. Um quarto homem já foi identificado como um dos envolvidos, mas ainda está foragido. A polícia segue em busca do veículo utilizado no homicídio, um sedan preto que ainda não foi localizado, e tenta identificar outros suspeitos.



