Servidor do TCE-AC é acusado de agredir vizinha com tapa durante discussão em Rio Branco
Um servidor do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) está no centro de uma investigação após ser acusado de agredir fisicamente uma vizinha durante uma discussão ocorrida no último domingo (1º) em Rio Branco. Maurício Drago, agente de controle externo do órgão, teria desferido um tapa no rosto da mulher, conforme imagens que começaram a circular em grupos de mensagens e redes sociais nesta quinta-feira (5).
Detalhes da agressão capturados em vídeo
As imagens que viralizaram mostram o momento tenso da discussão entre o servidor e a vítima na calçada de uma rua. No vídeo, é possível observar Maurício Drago, que aparece de costas e sem camisa, envolvido em uma acalorada discussão com a mulher, enquanto outras duas mulheres acompanham a cena. A vítima gesticula bastante, aponta para o outro lado da calçada e parece fazer reclamações veementes.
Ela então começa a caminhar em direção ao local para onde estava apontando, sendo seguida por Maurício e uma das mulheres presentes. Ao chegar perto de um papa-entulho, a mulher se abaixa para pegar algo do chão. Nesse instante, o servidor do TCE-AC se aproxima mais, começa a empurrar a vizinha e desfere um tapa claro em seu rosto.
O vídeo registra ainda que a mulher é agredida outras vezes, até que outras pessoas se aproximam e começam a afastar o suspeito. Os moradores tentam acalmar o servidor público e se colocam entre ele e a vítima para evitar novos ataques. Até o momento, não há informações detalhadas sobre o local exato onde as imagens foram gravadas nem sobre o estado de saúde da mulher agredida.
Resposta institucional do Tribunal de Contas
Diante da repercussão do caso, o TCE-AC divulgou uma nota oficial informando que encaminhou imediatamente o caso à corregedoria da instituição para apuração. De acordo com a presidente da Corte, Dulce Benício, o objetivo é abrir um procedimento disciplinar para investigar rigorosamente as circunstâncias do ocorrido, garantindo o devido processo legal e o direito de defesa do servidor.
"A presidência do Tribunal de Contas do Estado do Acre informa que, tão logo tomou conhecimento de imagens que circulam em grupos de mensagens envolvendo suposta conduta de violência atribuída a um servidor efetivo do TCE-AC, determinou o imediato encaminhamento do caso à Corregedoria da instituição", diz trecho da nota oficial.
O órgão reafirmou que não compactua com qualquer forma de violência e que todas as condutas atribuídas a seus servidores serão tratadas com a seriedade, responsabilidade e rigor necessários. O TCE-AC também reiterou seu compromisso com os princípios da ética, legalidade e respeito à dignidade humana.
Perfil do servidor envolvido
Maurício Drago é agente de controle externo do TCE-AC e integra o quadro efetivo da instituição desde 7 de julho de 1994. Atualmente, ele está lotado na Divisão de Registro, Autuação e Distribuição do tribunal. A remuneração bruta do cargo ultrapassa R$ 17 mil mensais, conforme dados funcionais do órgão.
Em sua defesa, Maurício Drago alega que registrou um boletim de ocorrência contra a vizinha, embora os detalhes dessa alegação não tenham sido completamente esclarecidos. O g1 continua tentando contato com a defesa do servidor para obter mais informações sobre sua versão dos fatos.
Canais de denúncia de violência contra a mulher
A Polícia Militar do Acre disponibiliza vários números para denunciar casos de violência contra a mulher:
- Polícia Militar - 190: quando a mulher está correndo risco imediato
- Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes
- Delegacias especializadas no atendimento a mulheres
- Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): (68) 99930-0420
- Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos de forma anônima
- WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656-5008
Profissionais de saúde também têm a obrigação de fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência, encaminhando essas notificações aos conselhos tutelares e à polícia. O caso envolvendo o servidor do TCE-AC segue sob investigação, com a corregedoria do tribunal analisando todas as evidências disponíveis para tomar as providências cabíveis.
