Operação policial desarticula esquema de venda ilegal de camarotes no estádio do São Paulo
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta quarta-feira (21), uma operação para combater um suposto esquema de vendas ilegais de camarotes para shows realizados no estádio Morumbis, pertencente ao São Paulo Futebol Clube. A ação, autorizada pela Justiça, tem como alvo indivíduos ligados à administração do clube e busca desmantelar uma rede que estaria burlando as normas de comercialização desses espaços privilegiados.
Mandados de busca e apreensão atingem dirigentes do São Paulo
A Justiça expediu quatro mandados de busca e apreensão, sendo dois deles direcionados a Douglas Schwartzmann, diretor das categorias de base do São Paulo Futebol Clube, e a Mara Casares, que atuava como diretora de Cultura e Eventos da instituição. Mara é ex-mulher de Júlio Casares, que foi afastado do cargo de presidente do clube pelo Conselho Deliberativo na última sexta-feira (16).
As investigações foram impulsionadas por um áudio que, segundo as autoridades policiais, apresentaria evidências concretas do esquema ilegal. Nessa gravação, os suspeitos discutiriam a venda de camarotes de forma irregular, desviando-se dos procedimentos oficiais do clube. Diante das acusações, ambos os investigados optaram por se licenciar de suas funções no São Paulo e negam qualquer envolvimento em atividades ilícitas.
Contexto e desdobramentos da operação
A operação ocorre em um momento de turbulência para o São Paulo Futebol Clube, que recentemente passou por mudanças em sua diretoria. O afastamento de Júlio Casares da presidência, ocorrido dias antes, adiciona um elemento político-institucional ao caso. As investigações buscam apurar:
- Como funcionava o esquema de vendas dos camarotes.
- Se havia desvio de recursos ou favorecimento pessoal.
- Possíveis conexões com outras irregularidades no clube.
A Polícia Civil não divulgou estimativas de prejuízos ou valores envolvidos, mas a operação visa coibir práticas que podem prejudicar tanto a imagem do clube quanto os cofres públicos, devido à natureza tributária das transações. As buscas estão em andamento e novos detalhes devem ser revelados nas próximas horas.
Notícia internacional em destaque
Em paralelo aos eventos nacionais, a edição do JR 24 Horas também destacou uma condenação internacional: o ex-primeiro-ministro da Coreia do Sul, Han Duck-soo, foi sentenciado a 23 anos de prisão. Ele foi considerado culpado por participar de uma reunião de gabinete que viabilizou a declaração da lei marcial no país, um episódio que remonta a contextos políticos conturbados na Ásia.
Essa condenação reforça a atenção global sobre casos de corrupção e abuso de poder, ecoando, em escala internacional, a necessidade de transparência e responsabilidade que também motiva operações como a realizada em São Paulo. A notícia serve como um lembrete de que práticas irregulares, seja no esporte ou na política, enfrentam crescente escrutínio legal.