Cabo da Polícia Militar é detido por suspeita de tráfico de armas no Amapá
Um cabo da Polícia Militar do Amapá, identificado como Diego Andrade, foi preso nesta quinta-feira, dia 22, na cidade de Macapá. A prisão ocorreu durante uma operação integrada das forças de segurança, conduzida pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope), no bairro das Pedrinhas, localizado na Zona Sul da capital.
Operação resulta na apreensão de armas de fogo
Durante a ação policial, foram apreendidas duas armas de fogo. Uma delas apresentava a numeração raspada, o que dificulta a identificação e rastreamento, enquanto a outra estava registrada em nome do próprio policial militar. A apreensão reforça as suspeitas de envolvimento do cabo em atividades criminosas.
Investigação aponta desvio de armamento e venda ilegal
Segundo informações da Polícia Militar, Diego Andrade já era investigado por indícios de desvio de armamento quando atuava no município de Laranjal do Jari. Recentemente transferido para Macapá, ele foi monitorado por equipes de inteligência, que identificaram seus deslocamentos e atividades suspeitas.
O delegado Mauro Ramos, responsável pelo caso, revelou que uma denúncia anônima foi crucial para a investigação. "Uma denúncia anônima chegou à nossa delegacia sobre a possibilidade de um cidadão que se identificava como policial militar estar fornecendo armamento em grupos, oferecendo a venda. Foram passadas características físicas dele, como tatuagens, e informações sobre o veículo que utilizava", explicou o delegado.
Histórico do policial e medidas institucionais
Diego Andrade integrava a corporação desde 2011, tendo passado por diversas unidades da PM. No momento da prisão, ele estava lotado no 1º batalhão em Macapá. A Polícia Militar já abriu uma investigação interna para apurar o caso, enquanto a Polícia Civil, com apoio da Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), conduz as investigações criminais.
A operação contou com a colaboração da 3ª Delegacia de Polícia Fluvial, destacando o esforço conjunto das forças de segurança para combater o crime organizado no estado. As autoridades reforçam o compromisso com a apuração rigorosa e a responsabilização dos envolvidos em atividades ilícitas.