Operação da Polícia Federal em Uberaba mira jovem suspeito de incitar ódio e planejar ataques a escolas
Nesta quinta-feira, 12 de setembro, a Polícia Federal (PF) executou um mandado de busca e apreensão na residência de um jovem de 24 anos, morador da cidade de Uberaba, localizada no Triângulo Mineiro. A ação faz parte da operação batizada de "Raízes do Ódio", que tem como objetivo combater práticas criminosas que se aproveitam do anonimato na internet para disseminar intolerância e ameaças à segurança pública.
Investigação revela perfil nas redes sociais com conteúdo extremista e violento
De acordo com informações divulgadas pela corporação, o investigado mantinha um perfil ativo em plataformas de redes sociais, utilizado de maneira repetida e premeditada para publicar materiais violentos, extremistas e de caráter claramente criminoso. As postagens incluíam:
- Manifestações explícitas de ódio e racismo;
- Suposto planejamento de ataques contra instituições de ensino;
- Ameaças direcionadas a crianças e à comunidade escolar.
Durante o cumprimento do mandado, o jovem estava presente em sua residência e, segundo a PF, confirmou a intenção de atacar uma unidade escolar, embora não tenha especificado qual. Como parte da ação, os agentes apreenderam um celular, que será submetido a análises forenses para a coleta de provas e identificação de possíveis conexões e coautores envolvidos nas atividades ilícitas.
Monitoramento digital levou à identificação do suspeito
A investigação teve início a partir do monitoramento contínuo de ambientes digitais realizado pela Polícia Federal, que permitiu a identificação do perfil suspeito. Para a PF, o material encontrado representa uma grave ameaça à segurança coletiva, à dignidade humana e à integridade de crianças e da comunidade escolar.
Se confirmadas as condutas, o jovem poderá responder por crimes como:
- Incitamento ao crime;
- Racismo;
- Discriminação;
- Divulgação de conteúdo misógino.
A operação "Raízes do Ódio" reforça o compromisso da Polícia Federal em investigar rigorosamente essas práticas, assegurando que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados perante a lei. A corporação destacou que tais condutas, que buscam propagar intolerância sob o manto do anonimato online, serão combatidas com todo o rigor legal.



