PCC mandou rival matar servidor público para ficar no interior de SP
PCC mandou rival matar servidor para ficar no interior

Uma operação intitulada "Sindon" foi deflagrada nesta sexta-feira, 8, com o objetivo de prender integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) que estavam articulando um plano para assassinar um agente da Polícia Civil na região de São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão e 12 mandados de busca e apreensão.

Detalhes da investigação

De acordo com apurações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), membros do PCC naquela localidade propuseram a um desafeto da organização que ele matasse o agente público em troca da autorização para continuar residindo na cidade do interior paulista. Essa imposição evidencia a tentativa de dominação territorial e social por parte da facção, uma conduta típica das máfias italianas.

“Por meio de todo esse levantamento que eles fazem, identificando quem é agente público, quem pode ser vítima de atentado, parentes de membros de facção rival, eles propõem atentados contra essas pessoas como se coubesse a eles decidir quem pode ficar ou não em determinada localidade”, explicou o promotor do Gaeco, Tiago Fonseca.

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Histórico do suspeito

As investigações apontaram que o integrante de uma facção rival de menor expressão em São Paulo passou 20 anos preso. Ao ser libertado e se mudar para o interior paulista, ele foi contatado pelos integrantes do PCC, que lhe impuseram a condição criminosa.

Segundo o promotor, “sempre eles (PCC) adotam uma conduta criminosa contra agentes públicos que atrapalham a administração dos crimes que tentam cometer reiteradamente. É uma forma muito grave, pois é uma tentativa de intimidação não apenas de uma instituição, mas do Estado como um todo”.

“Quando o Estado representa uma ameaça aos negócios da organização criminosa, ele acaba sendo vítima, por meio de seus servidores, de atentados irreparáveis. É uma tentativa de intimidar o próprio Estado”, continuou Fonseca.

Materiais apreendidos

Os mandados de busca e apreensão resultaram na coleta de diversos materiais considerados úteis para a continuidade das investigações, como celulares e notebooks. Esses itens deverão subsidiar novas operações na região de São José do Rio Preto.

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