Moraes concede prisão domiciliar a 'Fátima de Tubarão' condenada por atos de 8 de janeiro
Moraes concede prisão domiciliar a Fátima de Tubarão

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu converter a prisão preventiva de Maria de Fátima Mendonça Jacinto Souza, conhecida como 'Fátima de Tubarão', em prisão domiciliar. A ré foi condenada por seu envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas.

Decisão judicial e medidas restritivas

A decisão foi tomada na última sexta-feira (24). O magistrado estabeleceu uma série de condições que a condenada deverá cumprir rigorosamente. Entre as medidas impostas estão:

  • Uso de tornozeleira eletrônica para monitoramento contínuo;
  • Suspensão do passaporte, com proibição de obter novo documento;
  • Proibição de se ausentar do país;
  • Proibição de utilizar redes sociais;
  • Proibição de manter contato com outros investigados ou condenados pelos mesmos fatos;
  • Restrição de visitas, permitidas apenas para familiares e advogados.

Moraes alertou que o descumprimento de qualquer uma dessas medidas poderá resultar na reconversão da prisão domiciliar em prisão em estabelecimento prisional.

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Histórico da condenação

Maria de Fátima foi condenada a 17 anos de prisão, dos quais já cumpriu mais de 3 anos e 10 meses. Ela estava detida desde janeiro de 2023, logo após os ataques. A Procuradoria-Geral da República a acusou de cinco crimes:

  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito: tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito com violência ou grave ameaça, com pena de 4 a 8 anos.
  • Golpe de Estado: tentativa de depor o governo legítimo por violência ou grave ameaça, com pena de 4 a 12 anos.
  • Associação criminosa armada: associação de três ou mais pessoas para cometer crimes, com pena de 1 a 3 anos, aumentada em até metade pelo uso de armas.
  • Dano qualificado: destruição ou deterioração de patrimônio alheio com violência ou uso de substância inflamável, contra patrimônio da União, com pena de 6 meses a 3 anos.
  • Deterioração de patrimônio tombado: dano a bem legalmente protegido, com pena de 1 a 3 anos.

A defesa de Fátima negou as acusações, argumentou que o caso não era da competência do STF e pediu a rejeição da denúncia.

O ato de 8 de janeiro

Durante a invasão ao Palácio do Planalto, a idosa apareceu em um vídeo que viralizou. Na gravação, ela afirmou: 'Vamos para a guerra, é guerra agora. Vamos pegar o Xandão agora', em referência ao ministro Alexandre de Moraes. Em outro vídeo, declarou que 'estava quebrando tudo'.

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