Fábrica de doces é interditada e proprietário preso em flagrante em Taquarituba
Uma operação conjunta da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária resultou no fechamento de uma fábrica de doces clandestina e na prisão em flagrante de seu proprietário, um homem de 57 anos, na Vila São Vicente, em Taquarituba, interior de São Paulo. A ação ocorreu nesta quarta-feira (18) após denúncia de que o estabelecimento, que já havia sido interditado em 2023, voltou a operar ilegalmente.
Histórico de irregularidades e condenação anterior
Conforme a delegada Camila Rosa Alves, da Polícia Civil de Taquarituba, a fábrica foi fechada no ano passado por funcionar em condições precárias de higiene. Na ocasião, o então proprietário foi condenado pela Justiça, mas a pena foi convertida em medida alternativa. Apesar da determinação judicial proibindo a reabertura, o local retomou suas atividades de forma clandestina.
A investigação apurou que, após a condenação, o antigo dono vendeu sua parte na fábrica para o pai, que é o indivíduo preso nesta quarta-feira. A Polícia Civil recebeu uma nova denúncia sobre o funcionamento irregular, o que motivou a operação de fiscalização.
Condições insalubres e risco à saúde pública
Durante a vistoria, os agentes encontraram diversas irregularidades graves, colocando em risco a saúde dos consumidores:
- Presença de sujeira generalizada e embalagens em estado deplorável
- Infestação por insetos e fezes de animais no ambiente de produção
- Armazenamento inadequado de alimentos, sem condições básicas de conservação
- Falta completa de higiene nas instalações e nos processos de fabricação
Aproximadamente dez pessoas trabalhavam no local no momento da operação, expostas a condições insalubres de trabalho. Os produtos fabricados eram distribuídos para estabelecimentos comerciais, ampliando o potencial de contaminação e problemas de saúde pública.
Apreensões e continuidade das investigações
Todos os itens produzidos na fábrica foram recolhidos pelas autoridades e serão submetidos a perícia técnica para análise detalhada. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para apurar a possível participação de outras pessoas envolvidas na operação clandestina.
Esta é mais uma ação de combate a estabelecimentos irregulares que colocam em risco a saúde da população, demonstrando a importância da denúncia cidadã e do trabalho conjunto entre polícia e órgãos de vigilância sanitária.



