Polícia desmonta esquema de imobiliária falsa e prende suspeita em Ponta Grossa
Falsa imobiliária: suspeita presa por golpe em Ponta Grossa

A Polícia Civil do Paraná prendeu preventivamente, nesta quinta-feira (23), uma mulher de 37 anos em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, suspeita de cometer crimes no setor imobiliário. Segundo o delegado Gabriel Munhoz, responsável pelas investigações, a suspeita era proprietária de uma imobiliária que funcionava como fachada para atividades criminosas.

Crimes cometidos

A investigada responde por estelionato, apropriação indébita e exercício irregular da profissão. De acordo com o delegado, ela oferecia falsos descontos a inquilinos para incentivá-los a adiantar o pagamento de aluguéis, mas ficava com o dinheiro. Além disso, ela deixava de repassar os valores recebidos aos proprietários dos imóveis. A mulher também não possuía registro no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI), atuando de forma clandestina.

Vítimas e valores desviados

As investigações identificaram dez vítimas, sendo cinco proprietários e cinco inquilinos. Estima-se que pelo menos R$ 40 mil foram desviados em cinco contratos de locação. O delegado Munhoz reforça a importância de que outras possíveis vítimas compareçam à delegacia de Ponta Grossa para registrar boletim de ocorrência e contribuir com a responsabilização da suspeita.

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Como o golpe funcionava

A golpista utilizava a imobiliária para realizar contratos de locação, mas os valores pagos pelos inquilinos não eram repassados aos proprietários. Estes, ao perceberem a irregularidade, entraram em contato com os inquilinos e descobriram o esquema. A mulher também aplicava golpes oferecendo descontos atrativos para pagamentos antecipados. Em um dos casos, ela propôs reduzir o aluguel de R$ 1.850 para R$ 1.000 mensais, desde que o inquilino pagasse todas as parcelas do ano de uma só vez. O dinheiro era depositado na conta da empresa de fachada, e a suspeita se apropriava dos valores sem repassá-los aos donos dos imóveis.

Atuação clandestina

Para dar aparência de legalidade, a suspeita utilizava fraudulentamente o número de CRECI de outra pessoa, que não tinha conhecimento do esquema. Os crimes ocorreram entre o final de 2025 e o início de 2026, e a imobiliária foi posteriormente fechada.

Defesa e andamento do inquérito

Em depoimento, a mulher alegou dificuldades financeiras e disse que pretendia pagar os proprietários posteriormente. O inquérito está em fase final e deve ser concluído nos próximos dias. A defesa da suspeita informou que vai recorrer da prisão, classificando a medida como prematura, e afirma que buscará provar a inocência da cliente.

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