Cliente que esfaqueou cabeleireiro na Barra Funda responderá por lesão corporal
Cliente que esfaqueou cabeleireiro responderá por lesão

Uma cliente que atacou com uma faca o cabeleireiro Eduardo Ferrari dentro de um salão de beleza na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo, vai responder por lesão corporal. O crime ocorreu na tarde de terça-feira (5), na Avenida Marquês de São Vicente. Laís Gabriela Barbosa da Cunha, de 29 anos, foi presa em flagrante e confessou o ataque.

Procedimento anterior e insatisfação

Segundo a Polícia Civil, Laís havia realizado um procedimento de mechas e texturização no salão Casa Ferrare no dia 7 de abril. Fotos obtidas pelo g1 mostram o antes e depois do serviço: nas imagens, a cliente aparece com cabelo mais escuro antes e, depois, com mechas e texturização feitas pelo profissional.

De acordo com depoimentos, a cliente inicialmente deixou o estabelecimento satisfeita e chegou a publicar elogios nas redes sociais. No entanto, cerca de uma semana depois, começou a reclamar do resultado, exigir a devolução do dinheiro e enviar mensagens ameaçadoras pelo WhatsApp do salão. Um funcionário administrativo afirmou à polícia que ela disse que gostaria de “tacar fogo” no cabeleireiro. A orientação foi que procurasse as vias legais para contestar o serviço.

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O ataque

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Laís conversa com Eduardo enquanto ele atendia outra cliente. De repente, ela tira uma faca da bolsa e o golpeia pelas costas. Funcionários e seguranças do estabelecimento conseguiram conter a agressora. O cabeleireiro sofreu um ferimento superficial nas costas e passou por exame de corpo de delito.

Em vídeos gravados após o ataque, a cliente justificou a agressão dizendo que a franja havia ficado “parecendo o Cebolinha”, personagem da Turma da Mônica. “Ele pegou o meu cabelo e foi picotando com uma tesoura-navalha. Minha franja está parecendo o Cebolinha”, afirmou.

Procedimento legal

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), Laís confessou o crime. O caso foi registrado como lesão corporal, ameaça e autolesão no 91º Distrito Policial (Ceasa) e encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim). No Jecrim, o investigado normalmente é liberado e responde ao processo em liberdade. O caso ainda será analisado pelo Ministério Público e pela Justiça, que podem propor medidas alternativas, como acordos, multas ou prestação de serviços.

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