Chuva intensa paralisa buscas por idosa desaparecida há um mês em sítio de Bauru
As buscas por Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, que está desaparecida desde o dia 19 de dezembro em Bauru, no interior de São Paulo, sofreram um novo revés devido às fortes chuvas que atingiram a região na noite de segunda-feira (19). O temporal, que chegou a quase 100 milímetros em algumas áreas, alagou completamente o poço desativado de 35 metros de profundidade onde a idosa pode estar, comprometendo a segurança da operação e impedindo a continuidade dos trabalhos.
Condições climáticas dificultam operação de resgate
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o buraco escavado no sítio na região do Rio Verde, onde Dagmar morava, agora está coberto por cerca de um metro de água. As laterais da escavação ficaram encharcadas e apresentam rachaduras, elevando o risco de desmoronamento e inviabilizando a descida dos bombeiros que estava prevista para quarta-feira (21).
Serão necessários pelo menos dois dias para observar o comportamento do solo e da água acumulada antes de retomar os trabalhos, afirmaram os bombeiros, destacando que a retomada também dependerá das condições climáticas. Desde o início das escavações, em 30 de dezembro, mais de 20 metros de terra já foram retirados, mas o progresso foi drasticamente reduzido pela chuva.
Contexto do desaparecimento e prisão dos suspeitos
Dagmar Grimm Streger foi vista pela última vez no dia 19 de dezembro, mas o desaparecimento só começou a ser investigado oficialmente no dia 22, após o registro de um boletim de ocorrência. A polícia passou a focar no poço após um casal de caseiros que morava na propriedade confessar informalmente ter matado a idosa.
Paulo Henrique Vieira, de 55 anos, e Daniela dos Santos Vieira, de 40 anos, foram detidos no dia 24 de dezembro em Salto do Itararé, no Paraná, enquanto tentavam trocar de veículo. Eles fugiram com o carro da vítima após o desaparecimento, e o veículo foi localizado em Tatuí, São Paulo, onde teria sido trocado por uma caminhonete.
A Polícia Civil investiga uma possível motivação financeira para o crime, além de um envolvimento do filho do casal no desaparecimento. Os suspeitos teriam confessado informalmente ter dado uma paulada na cabeça de Dagmar e, sem saber o que fazer, jogado o corpo no poço.
Operação de busca enfrenta desafios logísticos
As equipes continuam retirando terra do sítio para abrir espaço e permitir que o maquinário alcance um nível seguro para a escavação do poço. O trabalho é coordenado pela Polícia Civil, com apoio do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Obras de Bauru, mas não há previsão para o fim das buscas.
O caso tem mobilizado a comunidade local e as autoridades, que enfrentam dificuldades técnicas e climáticas para localizar a idosa. A persistência das chuvas na região pode prolongar ainda mais a operação, deixando familiares e investigadores em suspense.