Boate em Uberlândia é interditada por furto de energia elétrica; proprietário preso em flagrante
A Polícia Civil de Uberlândia interditou uma boate localizada na Avenida Rondon Pacheco durante uma operação fiscalizatória na sexta-feira, 31 de maio. A ação, denominada "Caça Gato", revelou uma ligação clandestina de energia elétrica, popularmente conhecida como "gato", que resultou em um prejuízo estimado de R$ 180 mil para a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).
Detalhes da operação e prisão do empresário
Segundo informações da corporação policial, a investigação apontou que o furto de energia ocorria desde o ano de 2021. O proprietário do estabelecimento, um empresário de 35 anos cujo nome não foi divulgado, foi preso em flagrante durante a noite de sexta-feira e autuado por furto qualificado. A prisão aconteceu antes da abertura da casa noturna, quando apenas o dono e funcionários da limpeza estavam presentes no local.
Durante a vistoria, os policiais e técnicos da Cemig encontraram um tapume soldado cobrindo o medidor de energia, o que impedia completamente a leitura do consumo. A denúncia sobre a possível irregularidade chegou recentemente à 1ª Delegacia Regional, que já conduzia investigações sobre o caso.
Defesa do empresário e perspectivas de reabertura
Em nota enviada à TV Integração, a defesa do empresário afirmou que ele adquiriu o estabelecimento recentemente e não realizou uma verificação prévia na caixa de energia. Além disso, a defesa destacou que o cliente nunca recebeu qualquer notificação sobre problemas no sistema elétrico e está atualmente apurando a situação para esclarecer a suposta irregularidade.
Apesar da interdição, a defesa do empresário assegura que a boate voltará a funcionar no final de semana, indicando que medidas estão sendo tomadas para regularizar a situação perante as autoridades.
Impacto e contexto da operação
A operação "Caça Gato" contou com o apoio direto de técnicos da Cemig, reforçando a colaboração entre órgãos públicos no combate a crimes contra o patrimônio. O prejuízo de R$ 180 mil reflete os danos causados por furtos de energia, que afetam não apenas as empresas de distribuição, mas também a sociedade como um todo, devido aos custos repassados aos consumidores.
Este caso se soma a outros incidentes recentes em Uberlândia, como investigações sobre redes de jogo do bicho e condenações por desvios de dinheiro, evidenciando um cenário de fiscalização ativa na região do Triângulo Mineiro.
A Polícia Civil continua a investigar possíveis envolvidos e irregularidades similares, visando coibir práticas ilegais que comprometem a segurança e a integridade dos serviços públicos.