Bazar em Novo Hamburgo sofre terceira invasão em menos de dois meses no RS
Bazar em Novo Hamburgo tem terceira invasão em 52 dias

Bazar em Novo Hamburgo registra terceira invasão em menos de 60 dias

Um bazar localizado em Novo Hamburgo, na Região dos Vales do Rio Grande do Sul, foi alvo de sua terceira invasão em apenas 52 dias, evidenciando um padrão preocupante de criminalidade contra o comércio local. Neste domingo (15), um indivíduo arrombou a porta do estabelecimento, vasculhou o caixa e fugiu com aproximadamente R$ 10 mil em mercadorias, conforme levantamento realizado pelo proprietário. A ação criminosa durou cerca de quatro minutos, demonstrando a audácia e rapidez dos invasores.

Detalhes das invasões sequenciais

O invasor deixou para trás uma marreta dentro da loja após cometer o crime. Durante sua fuga, um homem tentou interceptá-lo, mas não obteve sucesso. Esta não foi a primeira vez que o estabelecimento foi violado. A série de ataques teve início na noite de 25 de dezembro do ano passado, quando a ação durou meros 40 segundos. Na ocasião, um homem lançou um objeto contra a porta, quebrou o vidro e adentrou o local, saindo com diversas mercadorias.

Posteriormente, na madrugada do dia 11 de janeiro, outra invasão ocorreu, com duração aproximada de 50 segundos. O criminoso entrou na loja e subtraiu cerca de R$ 3 mil em produtos. Esses episódios consecutivos destacam a vulnerabilidade do comércio local frente à criminalidade recorrente.

Manifestação pública e cobrança por segurança

Em nota divulgada nas redes sociais, a Sul Bazar expressou seu profundo repúdio e indignação diante da terceira invasão sofrida em menos de 60 dias. A loja afirmou que é "inadmissível que empresários, colaboradores e clientes convivam com esse cenário de insegurança constante, prejuízos financeiros, danos estruturais e abalo emocional", mesmo cumprindo suas obrigações, gerando empregos e contribuindo para o desenvolvimento de Novo Hamburgo.

A empresa reforçou que não se trata de um fato isolado, mas sim de um problema recorrente que evidencia a falta de ações efetivas na segurança pública, especialmente na proteção ao comércio local. Diante disso, a Sul Bazar cobrou providências urgentes da Prefeitura de Novo Hamburgo e dos órgãos de Segurança Pública, incluindo:

  • Reforço no policiamento ostensivo na região
  • Ações preventivas e contínuas, não apenas paliativas
  • Presença efetiva da Guarda Municipal e da Brigada Militar
  • Medidas concretas para coibir a criminalidade e proteger quem trabalha honestamente

Iniciativas para enfrentar o problema

Além das cobranças, a empresa está tomando atitudes práticas. Já está agendada uma reunião no dia 18 de março, na ACI Novo Hamburgo, com os órgãos de segurança do município, reunindo empresários e todos os interessados em melhorias reais na segurança pública. A Sul Bazar convidou a comunidade a participar, enfatizando que a segurança é um problema coletivo que exige união, diálogo e ações efetivas.

"O comércio não pode continuar sendo refém da criminalidade. Trabalhar, empreender e gerar empregos não pode ser um ato de risco", declarou a empresa em sua nota pública. A situação reflete desafios mais amplos de segurança urbana que afetam negócios e cidadãos em diversas regiões do estado.