O estado do Acre registrou 123 casos de estupro de vulnerável nos três primeiros meses de 2026, de acordo com relatório comparativo divulgado pela Polícia Civil do Acre (PC-AC). A capital Rio Branco concentra o maior número de ocorrências, com 54 registros desse tipo de crime. Em relação ao estupro contra crianças e adolescentes, foram 27 ocorrências no estado, um aumento de 50% em comparação com o mesmo período de 2025, quando houve 18 vítimas.
Distribuição dos casos por município
Rio Branco é a cidade com mais registros de estupro contra crianças e adolescentes, com 11 casos. Feijó aparece em segundo lugar, com seis ocorrências, seguida por Epitaciolândia, com três casos. Quanto ao estupro de vulnerável, após a capital, os municípios de Tarauacá (13 casos) e Cruzeiro do Sul (dez casos) apresentam os maiores índices.
O interior do estado registrou 69 ocorrências de estupro de vulnerável, enquanto a capital, junto com Bujari e Porto Acre, somou 57 casos. A regional do Juruá contabilizou 24 casos, e Tarauacá/Envira, 18 casos.
Perfil das vítimas
O relatório aponta que a maioria das vítimas de estupro contra crianças e adolescentes é do sexo feminino (23 casos), contra três do sexo masculino. A faixa etária de 12 a 17 anos concentra a maior parte das vítimas (25 casos), enquanto a faixa de 0 a 11 anos registrou dois casos.
No estupro de vulnerável, as vítimas do sexo feminino também são maioria, com 103 casos, seguidas por 17 do sexo masculino e três sem informação. A faixa etária de 12 a 17 anos lidera com 73 ocorrências, e a de 0 a 11 anos, com 50 casos.
Contexto legal e comparação com anos anteriores
O estupro de vulnerável é crime previsto no Código Penal Brasileiro, caracterizado pela prática sexual com pessoas incapazes de consentir, como crianças e pessoas com deficiência. Trata-se de crime grave e de ação penal pública incondicionada. O levantamento reúne dados de 2024, 2025 e 2026, com informações parciais até 31 de março de 2026.
Em comparação com 2025, houve redução de 28,1% nos casos de estupro de vulnerável (de 171 para 123). Já os casos de estupro contra crianças e adolescentes aumentaram 50% (de 18 para 27).
Orientações e canais de denúncia
O relatório destaca a importância de fortalecer ações de prevenção, proteção e acompanhamento das vítimas. Em caso de violência sexual contra crianças e adolescentes, a denúncia pode ser feita pelos seguintes canais:
- Polícia Militar - 190 (risco imediato)
- Samu - 192 (urgência)
- Delegacias especializadas ou qualquer delegacia de polícia
- Disque 100 (denúncias anônimas de violações de direitos humanos)
- Profissionais de saúde devem fazer notificação compulsória aos conselhos tutelares e polícia
- WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656-5008
- Ministério Público
- Videochamada em Libras



