Ex-jogador Piá é preso em Sumaré por fraude em apostas esportivas e histórico criminal
Ex-jogador Piá preso em Sumaré por fraude em apostas esportivas

Ex-jogador Piá é detido em Sumaré por fraude em apostas e acumula histórico de crimes

Reginaldo Rivelino Jandoso, de 52 anos, conhecido no meio futebolístico como Piá, foi preso na noite de segunda-feira, 2 de março de 2026, na cidade de Sumaré, localizada no interior do estado de São Paulo. O ex-atleta, que teve passagens por clubes renomados como Ponte Preta, Santos e Corinthians, tem enfrentado uma série de complicações com a Justiça desde que se aposentou dos gramados, marcando sua vida por problemas extracampo.

Captura durante patrulhamento policial

A prisão ocorreu durante uma operação de rotina do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep). Piá era o único ocupante de um veículo VW Polo quando avistou a viatura policial, demonstrando imediato nervosismo. Ele ignorou os sinais sonoros e luminosos de parada emitidos pelos agentes e tentou fugir, chegando a quebrar a cancela do Condomínio Real Park antes de ser finalmente alcançado. Nenhum item ilícito foi encontrado no carro, e o próprio ex-jogador admitiu aos policiais que fugiu porque estava ciente de que era procurado pela Justiça.

Histórico criminal e mandado de prisão atual

Esta detenção representa a quinta vez que Piá é preso. Anteriormente, o ex-atleta já havia sido detido quatro vezes por envolvimento em furtos a caixas eletrônicos, cumprindo duas sentenças de reclusão por esses crimes. O atual mandado de prisão em aberto está diretamente relacionado a um caso de fraude em apostas esportivas, que remonta ao ano de 2018.

Na época, Piá trabalhava no departamento de futebol do Independente de Limeira e foi denunciado pelo Ministério Público por oferecer valores entre 3.000 e 7.000 reais para que um goleiro adversário sofresse gols propositalmente durante uma partida. Essa conduta configurou crime previsto no Estatuto do Torcedor, levando a Justiça a determinar o cumprimento de uma pena de 2 anos, 8 meses e 20 dias em regime inicial fechado.

Defesa do ex-jogador e alegações

A defesa de Reginaldo Piá emitiu uma nota oficial se manifestando sobre o caso. Os advogados afirmaram que não há fatos criminais novos desde 2018 e destacaram que, atualmente, o ex-jogador atua como empresário na gestão de atletas e desenvolve projetos sociais voltados para crianças carentes. Além disso, a defesa salientou os problemas de saúde enfrentados por Piá, mencionando que ele possui "comorbidades que exigem tratamento especial constante", o que poderia justificar cuidados diferenciados durante o processo legal.

Após a prisão, Piá foi encaminhado ao plantão policial de Sumaré, onde permaneceu à disposição da Justiça para os trâmites processuais subsequentes. O caso continua sob investigação, com possíveis desdobramentos a depender das decisões judiciais.