Policial penal é preso no Amapá suspeito de integrar organização criminosa
Um policial penal de 35 anos foi preso nesta quarta-feira (21) no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), localizado em Macapá. O servidor público, que tinha apenas um ano de carreira e ainda estava em estágio probatório, é acusado de participar de um esquema criminoso que envolvia o transporte de drogas e armas para dentro do presídio.
Esquema lucrativo e investigação detalhada
De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada em Repressão a Narcóticos (Denarc), o policial penal recebia valores entre R$ 20 mil e R$ 30 mil por viagem para realizar o transporte ilegal. Ele havia efetuado três viagens nesse esquema, atuando como intermediário para repassar o material para dentro do Iapen, sem reter os itens para si, mas configurando participação direta em crimes graves.
O delegado Leonardo Alves, titular da Denarc no Amapá, destacou a gravidade do caso. "É sempre delicado quando envolve alguém da segurança pública. Esse policial é da última turma, não completou um ano ainda. A investigação mostrou que ele recebia e repassava o material para dentro do Iapen, sem ficar com nada, mas isso já configura participação em crime", afirmou o delegado, enfatizando a suspeita de que o servidor integrava uma organização criminosa atuante no estado.
Origem da investigação e prisão em flagrante
A prisão do policial penal ocorreu após uma investigação iniciada em agosto de 2025, motivada por uma apreensão significativa de drogas e armas. Na ocasião, outro homem foi preso em flagrante portando uma pistola, munições, aproximadamente 1 quilo de entorpecentes e R$ 5 mil em dinheiro. A análise do celular desse indivíduo levou os investigadores diretamente ao policial penal, que teria negociado o recebimento do material ilícito.
O mandado de prisão foi cumprido dentro do Iapen, no momento em que o servidor iniciava seu plantão. Paralelamente, outro mandado de busca e apreensão foi executado na residência do suspeito, situada no bairro do Provedor, no município de Santana. A Denarc informou que o inquérito policial continua em andamento, com o objetivo de apurar outras condutas criminosas e identificar possíveis envolvidos no esquema.
Impacto e continuidade das investigações
Este caso evidencia os desafios enfrentados pelas autoridades no combate ao crime organizado, especialmente quando há envolvimento de agentes públicos. A prisão de um policial penal em estágio probatório reforça a necessidade de rigor nos processos de seleção e monitoramento dentro das instituições de segurança. As investigações da Denarc seguem ativas, buscando desmantelar completamente a rede criminosa e garantir a aplicação da justiça no estado do Amapá.