PF prende cinco em operação contra tráfico e lavagem de dinheiro no Amazonas
PF prende cinco por tráfico e lavagem no Amazonas

PF desarticula rede criminosa com prisões e apreensões no Amazonas

A Polícia Federal (PF) realizou uma ação significativa nesta terça-feira (20) no estado do Amazonas, resultando na prisão de cinco indivíduos. A operação, batizada de "Ruptura", teve como objetivo principal desmantelar uma organização criminosa envolvida em atividades ilícitas de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro na região.

Detalhes da operação e apreensões

Além das cinco prisões efetuadas, os agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão em residências ligadas aos investigados. Durante as diligências, foram apreendidos diversos itens, incluindo equipamentos eletrônicos, mídias digitais e documentos, que agora serão submetidos a análises periciais para embasar as investigações.

Um dos casos de prisão ocorreu em Santo Antônio do Içá, onde um suspeito foi detido em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo, evidenciando a gravidade das infrações cometidas pelo grupo.

Estrutura e atuação do grupo criminoso

Segundo informações divulgadas pela PF, a Operação Ruptura é um desdobramento direto da Operação Linhagem, iniciada anteriormente. As investigações apontam que os suspeitos desempenhavam funções variadas dentro da organização, tais como:

  • Negociação de entorpecentes, com foco em cocaína e maconha do tipo skunk.
  • Coordenação logística para o transporte das drogas, utilizando principalmente rotas fluviais.
  • Fornecimento regular de substâncias ilícitas para o mercado regional.
  • Uso de empresas de fachada para mascarar operações de lavagem de dinheiro.

A atuação do grupo concentrava-se em municípios estratégicos do Amazonas, incluindo Santo Antônio do Içá, Tonantins e Manaus, onde estabeleceram mecanismos de cooptação para facilitar a circulação dos ilícitos.

Contexto da Operação Linhagem e descobertas anteriores

A Operação Linhagem, realizada em junho de 2025, já havia resultado em 12 prisões, 30 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão domiciliar, com ações estendidas a três municípios do interior além da capital Manaus. As investigações revelaram que o grupo criminoso utilizava postos de gasolina e empresas de embarcações para lavar valores ilícitos, estimando-se uma movimentação financeira de aproximadamente R$ 300 milhões ao longo de três anos.

Outro aspecto alarmante descoberto foi o emprego de "laranjas", incluindo esposas e funcionárias domésticas, para movimentar recursos provenientes do crime. Parte desses valores pode ter sido destinada ao financiamento de campanhas políticas, indicando uma infiltração preocupante em estruturas institucionais.

Perfil dos investigados e envolvimento institucional

Os principais alvos da operação pertencem à mesma família, composta por um pai, três filhos e as esposas, que operavam uma empresa de fachada para lavar dinheiro do tráfico. A lista de investigados também inclui figuras públicas, como dois ex-vereadores, policiais civis e um ex-servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), o que ressalta a complexidade e o alcance das atividades criminosas.

Essa ação da PF reforça o compromisso das autoridades em combater o crime organizado no Amazonas, destacando a importância de operações contínuas para desarticular redes que ameaçam a segurança pública e a integridade das instituições.