A Polícia Civil realizou uma operação de grande porte nesta quinta-feira (29), resultando na prisão de sete indivíduos suspeitos de integrar um grupo dedicado ao tráfico interestadual de drogas. A ação, batizada de Operação Hermes, foi executada simultaneamente em múltiplas localidades, incluindo Cuiabá, Várzea Grande e Cáceres no Mato Grosso, além das capitais São Paulo, em São Paulo, e São Luís, no Maranhão.
Detalhes da Operação e Medidas Judiciais
Além das prisões efetuadas, as autoridades cumpriram um total de 16 mandados de busca e apreensão, visando coletar provas materiais e documentos relacionados ao esquema criminoso. Paralelamente, foram emitidas 16 ordens judiciais para o bloqueio de contas bancárias associadas aos investigados, com valores estimados que podem alcançar a cifra de R$ 1 milhão. Essas contas, conforme apurado, pertenciam a pessoas indicadas como participantes da organização, muitas delas atuando como laranjas para ocultar e movimentar recursos financeiros ilícitos.
Origem das Investigações e Estrutura do Grupo
As investigações que culminaram na Operação Hermes tiveram início no ano de 2024, após a localização e prisão, em Cuiabá, de um traficante que estava foragido do estado do Maranhão. A partir desse episódio, os policiais conseguiram mapear minuciosamente a rede criminosa, descobrindo que ela não apenas atuava no tráfico local, mas também coordenava o envio de grandes carregamentos de drogas para diversos outros estados brasileiros.
Segundo o delegado Ronaldo Binoti Filho, responsável pelo caso, a organização se valia estrategicamente de diferentes unidades da federação tanto para a circulação dos entorpecentes quanto para a lavagem de dinheiro, numa tentativa deliberada de dificultar o rastreamento pelas autoridades. Essa tática visava criar uma camada adicional de complexidade para as investigações, mas foi superada pelo trabalho diligente da Polícia Civil.
Impacto e Próximos Passos
A operação representa um golpe significativo contra o tráfico de drogas em escala nacional, destacando a cooperação inter estadual no combate ao crime organizado. As prisões e bloqueios financeiros buscam desarticular a estrutura logística e econômica do grupo, impedindo a continuidade de suas atividades ilícitas. As investigações prosseguem, com a possibilidade de novas medidas judiciais à medida que mais evidências forem coletadas.