A proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi duramente criticada por investigadores da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República. Fontes envolvidas nas investigações classificaram o acordo como 'muito ruim' e afirmaram que, para ser aprovado, precisará passar por ajustes significativos.
Recado aos advogados
O recado será transmitido formalmente aos advogados de defesa de Vorcaro, que apresentaram a primeira versão da colaboração nesta semana. Agora, inicia-se a fase de negociações, na qual a PF e a PGR solicitarão mudanças no conteúdo proposto.
Investigação avança
A nova fase da Operação Compliance Zero revelou que a Polícia Federal já possui um vasto conhecimento sobre o esquema criminoso atribuído ao banqueiro. Segundo um investigador, Vorcaro precisa compreender que está em uma posição frágil e em desvantagem para negociar. 'Não é ele quem determina o que será ou não dito', destacou a fonte.
Contexto da operação
A operação contra o senador Ciro Nogueira, que também é alvo das investigações, enfraqueceu ainda mais a posição de Vorcaro. A PF demonstrou estar à frente do banqueiro no que ele pretende revelar, o que reduz o valor da delação proposta. A expectativa é que, após os ajustes, a colaboração possa ser aceita, mas o caminho ainda é incerto.
Vorcaro já havia firmado um termo de confidencialidade com a PGR e a PF, abrindo caminho para a delação. No entanto, a resistência dos investigadores indica que o banqueiro terá que fazer concessões significativas para obter os benefícios legais da colaboração premiada.



