MC Ryan SP preso por liderar esquema de lavagem de dinheiro de R$ 1,6 bilhão, diz PF
MC Ryan preso por lavagem de dinheiro de R$ 1,6 bi na Operação Narco Fluxo

Artista do trap é preso em operação nacional da Polícia Federal

O cantor de trap MC Ryan SP, cujo nome verdadeiro é Ryan Santana dos Santos, foi preso na manhã desta quarta-feira, 15 de abril de 2026, pela Polícia Federal. A prisão ocorreu no âmbito da Operação Narco Fluxo, que investiga um extenso esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de 1,6 bilhão de reais.

Esquema articulado envolve empresas de entretenimento

Segundo as investigações da PF, MC Ryan seria o líder principal de uma organização criminosa bem estruturada, especializada na ocultação de patrimônio e lavagem de capitais. O processo judicial aponta que o artista utilizava empresas do ramo do entretenimento e da música para misturar recursos legítimos com receitas provenientes de apostas ilegais.

Além disso, a polícia identificou que Ryan teria recorrido a familiares para atuar como "laranjas" em transferências societárias, facilitando a dissimulação da origem ilícita dos valores. Todo o esquema contava com a assessoria do contador Rodrigo de Paula Morgado, que já estava preso desde outubro de 2025 pela Operação Narco Bet e é investigado por supostas ligações com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

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Reinvestimento em bens de luxo e abrangência nacional

O capital ilegal obtido através do esquema era sistematicamente reinvestido em imóveis de alto padrão, veículos caros e outros itens de luxo, conforme detalhado nos autos do processo. A Operação Narco Fluxo, que resultou na prisão de MC Ryan, também prendeu o colega artista MC Poze do Rodo.

A ação policial está cumprindo 45 mandados de busca e apreensão e 39 mandados de prisão temporária, todos expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos, no litoral do estado de São Paulo. Os endereços alvo da operação estão distribuídos por nove estados brasileiros:

  • Pernambuco
  • São Paulo
  • Distrito Federal
  • Paraná
  • Maranhão
  • Rio de Janeiro
  • Goiás
  • Santa Catarina
  • Espírito Santo

A investigação continua em andamento, com a Polícia Federal aprofundando as análises sobre as ramificações do esquema e possíveis conexões com outras organizações criminosas. As autoridades destacam a complexidade do caso, que envolve transações financeiras sofisticadas e a utilização de estruturas empresariais aparentemente legítimas para camuflar atividades ilícitas.

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