Facção nega autorização para matar mãe que defendeu filho assassinado em Cuiabá
Facção nega matar mãe que defendeu filho assassinado em Cuiabá

Facção criminosa nega autorização para matar mãe de vítima durante assassinato em Cuiabá

Um grupo investigado pela morte de Willyan Junior Rodrigues da Silva, de 19 anos, ocorrida no último domingo (1°), em Cuiabá, realizou uma chamada de vídeo durante o crime para solicitar autorização ao chefe da facção e também assassinar a mãe da vítima, que se encontrava na residência. A informação foi confirmada pela Polícia Civil, que detalhou os acontecimentos brutais.

Mãe é poupada após chefe da facção alegar defesa materna

O delegado Bruno Abreu explicou que a mãe de Willyan foi poupada do homicídio depois que o mandante do crime negou a autorização para sua execução. O chefe da facção alegou que a mulher apenas defendia o filho, justificativa que a salvou de um destino trágico. No entanto, mesmo com a negativa, a mãe sofreu agressões físicas durante o episódio.

Ela foi atingida na cabeça com uma arma pelos criminosos, conforme relatos das investigações, evidenciando a violência extrema do ataque. A coragem da mãe ao tentar proteger o filho foi destacada pelo delegado, que, no entanto, ressaltou a recomendação de não reagir em situações similares.

Vítima havia fugido para a Bolívia após ameaças de facções

Willyan Junior havia fugido para a Bolívia no ano passado, após receber ameaças de facções criminosas, e permaneceu escondido até o mês passado. Pouco tempo depois de retornar a Cuiabá, a casa onde ele estava foi invadida pelos criminosos, culminando em sua morte.

O jovem foi assassinado com pelo menos 13 disparos e teve seu celular roubado, detalhes que estão sendo apurados pela Polícia Civil. As investigações buscam identificar os envolvidos no crime e esclarecer a motivação por trás do assassinato, que pode estar ligada a disputas ou retaliações no âmbito do crime organizado.

Investigações em andamento para capturar criminosos

O caso continua sob investigação da Polícia Civil, que trabalha para localizar e prender os criminosos responsáveis. O delegado Bruno Abreu enfatizou a complexidade do crime, envolvendo ligações com facções e a tentativa de incluir a mãe como vítima.

A rápida ação dos investigadores tem sido crucial para desvendar os fatos, mas a comunidade local permanece em alerta devido à violência crescente. A história serve como um alerta sobre os perigos do crime organizado e a importância da segurança pública em regiões afetadas.