Ex-policial penal preso na PB por criar lojas virtuais para venda de drogas
Ex-policial penal preso na PB por criar sites de drogas

Ex-policial penal é preso na Paraíba por criar sites para venda de drogas

Um ex-policial penal, identificado apenas como Rafael, foi preso no sábado (31) na Paraíba, suspeito de criar lojas virtuais para a venda de drogas online. A captura ocorreu na BR-230, durante o trajeto entre João Pessoa e Campina Grande, em uma ação conjunta da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e outras forças de segurança.

Operação revela estrutura digital de tráfico

Segundo informações da Polícia Civil, o suspeito utilizava sites próprios e redes sociais para vender drogas de forma explícita. Além disso, ele prestava esse tipo de serviço a outros traficantes, facilitando a comercialização online de entorpecentes. O delegado André Macedo, da Draco, afirmou que Rafael era responsável pela criação de páginas usadas para esse fim e chegou a ser considerado um dos principais responsáveis por essa estrutura digital no estado.

"Ele criava sites para a venda de entorpecentes online. Ele utilizava o Telegram juntamente com sites, onde vendia explicitamente drogas e também fornecia esse serviço para outros traficantes, para que eles pudessem vender de forma online", explicou o delegado.

Histórico criminal e investigações anteriores

A identificação do suspeito ocorreu a partir de investigações sobre os sites usados para a venda de drogas. A apuração levou a Polícia Civil até o ex-policial penal, que já havia sido preso em 2025, junto com a mãe, também por tráfico de entorpecentes. Na ocasião, ele foi expulso da polícia penal após a prisão.

O delegado destacou ainda que o irmão do suspeito foi preso no ano passado durante a Operação Pulsar, deflagrada pela Draco, que resultou na prisão de outras 21 pessoas. O irmão foi apontado como líder de uma organização criminosa que atuava na região de Campina Grande.

Prisão mantida pela Justiça

No momento da prisão mais recente, Rafael tinha um mandado de prisão em aberto. Após a captura, ele passou por audiência de custódia, e a Justiça decidiu manter a prisão, conforme informado pela Polícia Civil. O caso continua sob investigação, com foco em desmantelar redes de tráfico que utilizam plataformas digitais.

Este incidente ressalta os desafios enfrentados pelas autoridades no combate ao crime organizado que se adapta às tecnologias modernas, usando a internet para expandir suas atividades ilícitas de forma mais discreta e abrangente.