Operação prende 11 por esquema de pirâmide que lesou vítimas em R$ 7,5 milhões no Rio
Esquema de pirâmide lesa vítimas em R$ 7,5 milhões no Rio

Operação combate esquema de pirâmide que lesou vítimas em R$ 7,5 milhões no Rio de Janeiro

A Polícia Civil do Rio de Janeiro, em conjunto com o Ministério Público do Estado (MPRJ), realizou nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026, uma operação para prender 11 indivíduos acusados de integrar um sofisticado esquema de pirâmide financeira. A ação criminosa causou um prejuízo superior a R$ 7,5 milhões a dezenas de vítimas, conforme detalhado nas investigações.

Estrutura criminosa com empresas de fachada

Segundo a denúncia apresentada pelo MPRJ, os envolvidos criaram pelo menos 19 empresas de fachada, localizadas principalmente no Centro da capital fluminense. Essas empresas estavam vinculadas aos grupos LGO e A&C, e atuavam sem a autorização necessária da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão regulador do mercado financeiro brasileiro.

Os principais articuladores do golpe foram identificados como Douglas de Assis Viana e Bruno Facão de Carvalho. A rede criminosa contava ainda com outros nove acusados, responsáveis por funções específicas dentro do esquema:

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  • Igor Aguiar Rodrigues Gonçalves, Daniel Sérgio de Assis, Caio Kohlbach Reis, João Pedro Rocha de Faria e Rafhael Marinho Mashio: encarregados da captação de investidores e das apresentações fraudulentas.
  • Mário José do Nascimento: responsável por abordar potenciais vítimas através das redes sociais.
  • Mayara Cristina Oliveira de Souza, Luiz Gustavo de Oliveira Fernandes e Victor Hugo Ferreira de Souza Vieira: vinculados ao núcleo originário da operação criminosa.

Vale destacar que Igor Aguiar Rodrigues Gonçalves já se encontra preso, e todos os réus responderão pelos crimes de organização criminosa voltada à prática de pirâmide financeira, crimes contra a economia popular e estelionato.

Método de atuação e impacto nas vítimas

O esquema atraía investidores com promessas de rendimentos mensais de até 3%, valores significativamente acima das taxas praticadas pelo mercado financeiro legítimo. Nos primeiros meses de operação, as vítimas recebiam os pagamentos prometidos, o que gerava uma falsa sensação de confiança e as incentivava a aplicar quantias ainda maiores.

Muitos dos lesados, inclusive, foram induzidos a indicar novos investidores para o esquema, ampliando o alcance da fraude. Entre os casos investigados, há relatos de prejuízos expressivos, como o de um investidor que perdeu aproximadamente R$ 1,5 milhão. Situações mais graves envolvem vítimas que contraíram empréstimos bancários especificamente para aplicar recursos no esquema fraudulento.

Quando as empresas de fachada começavam a ser alvo de denúncias, o grupo criminoso simplesmente migrava os clientes para novos empreendimentos, mantendo a continuidade das atividades ilegais. Investigadores apontam que parte dos envolvidos já respondia a inquéritos anteriores por crimes semelhantes, demonstrando uma "continuidade delitiva e habitualidade criminosa", conforme destacou o MPRJ.

Medidas judiciais e reparação às vítimas

O Ministério Público do Rio de Janeiro solicitou judicialmente o pagamento de uma indenização mínima de R$ 1,59 milhão às vítimas, sem prejuízo de eventuais reparações adicionais na esfera cível. A operação desta sexta-feira representa mais um capítulo no combate a fraudes financeiras que exploram a confiança de investidores em busca de retornos rápidos e acima da média.

As autoridades reforçam a importância de verificar a regularização das empresas perante a CVM antes de realizar qualquer tipo de investimento, alertando para os riscos de esquemas que prometem ganhos extraordinários com pouco ou nenhum risco.

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