Ariane de Pontes Rolim, conhecida como Pandora, é presa como chefe do PCC em Itanhaém
Ariane de Pontes Rolim, de 30 anos, foi presa em Itanhaém, no litoral de São Paulo, após ser apontada como uma das chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Conhecida como Pandora ou Penélope, ela foi detida durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em sua casa, localizada no bairro Guapurá, na terça-feira (10).
A mulher foi acusada de organização criminosa e associação ao tráfico de drogas. Segundo o delegado Bruno Lazaro, da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Itanhaém, ela atuava como "disciplina" da facção, responsável por liderar o tráfico de drogas e decidir os castigos para quem desrespeitasse as regras impostas pelo grupo.
Tatuagens revelam ligação com o PCC e lemas da facção
Após a prisão, foram divulgadas fotos que mostram tatuagens nas pernas de Ariane, relacionadas ao PCC. Em destaque, há um símbolo de yin e yang abaixo da frase "enwhile não houver justiça para os pobres, não haverá paz para os ricos", tatuada na panturrilha. O delegado explicou que essa é uma tatuagem da facção criminosa, representando um dos lemas que pregam sobre "igualdade social".
Na parte da frente da perna esquerda, ela exibe uma tatuagem com imagens de palhaço e a frase provocativa "chora depois". Na perna direita, há desenhos de borboletas e flores. Essas marcas corporais reforçam sua conexão com o grupo criminoso.
Função de 'disciplina' no PCC e possíveis castigos
O delegado Bruno Lazaro detalhou que a função de 'disciplina' na facção envolve definir os castigos para quem infringir as regras impostas pelos criminosos. "Os castigos variam de acordo com os descumprimentos das ordens, desde advertência, agressão física e até a morte, conhecido como Tribunal do Crime. Então, dependendo do grau de violação ao estatuto da facção, esse grupo de disciplinas põe as sanções", afirmou.
Isso indica que Ariane tinha um papel crucial na manutenção da ordem dentro do PCC, com poder para aplicar punições severas, o que destaca sua posição de liderança na organização.
Detalhes da prisão e alegações de Ariane
Durante a prisão, Ariane apresentou um hematoma no olho direito, que ela atribuiu a uma briga familiar com uma prima. Ela também alegou estar grávida de três meses, mas não apresentou exames comprovando a gestação. Após ser detida, ela foi conduzida à delegacia, onde permaneceu à disposição da Justiça.
Até a última atualização da reportagem, a defesa de Ariane não havia sido localizada para comentar o caso. O boletim de ocorrência registrou os crimes de organização criminosa e associação ao tráfico, consolidando as acusações contra ela.
A prisão de Ariane de Pontes Rolim representa um golpe significativo nas atividades do PCC na região de Itanhaém, destacando os esforços das autoridades no combate ao crime organizado. As tatuagens e sua função na facção evidenciam o nível de envolvimento e a hierarquia dentro do grupo, reforçando a gravidade das acusações.
