Líder do Comando Vermelho é preso em hospital do Ceará ao usar identidade falsa para tratamento médico
Marlisson Lopes Morais, identificado como chefe do Comando Vermelho (CV) na região de Juazeiro do Norte, no Ceará, foi preso na última sexta-feira após dar entrada no Hospital Regional do Cariri com fortes dores causadas por pedra nos rins. O criminoso, que estava foragido da Justiça, tentou se passar por outra pessoa ao apresentar documentos falsos durante o atendimento médico.
Ficha criminal extensa e prisão hospitalar
Aos 30 anos de idade, Marlisson Lopes Morais possui um extenso histórico criminal que inclui diversas acusações graves. Segundo informações da polícia cearense, sua ficha registra crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, ameaça, posse ilegal de arma de fogo e corrupção de menor.
O mandado de prisão preventiva foi cumprido ainda nas dependências do hospital, onde o acusado se encontrava internado. Além da prisão preventiva, Marlisson também foi autuado em flagrante pelo crime de falsidade ideológica por ter utilizado documentos de identificação falsos.
Condição de saúde adia audiência de custódia
Conforme determinação judicial, o líder do Comando Vermelho permaneceu internado "para tratamento de grave enfermidade", referindo-se à condição de pedra nos rins que o levou a buscar atendimento médico. Devido ao seu estado de saúde, a audiência de custódia precisou ser adiada até que ele receba alta hospitalar e tenha condições físicas de se apresentar perante a Justiça.
A defesa de Marlisson Lopes Morais ainda não se manifestou publicamente sobre o caso. Fontes indicam que os advogados do acusado devem apresentar recursos assim que tiverem acesso completo aos autos do processo.
Operação policial e contexto regional
A prisão ocorre em um contexto de intensificação das operações policiais contra o crime organizado na região do Cariri cearense. Juazeiro do Norte, cidade onde Marlisson atuava como chefe do Comando Vermelho, tem enfrentado disputas territoriais entre facções criminosas nos últimos anos.
Especialistas em segurança pública destacam que a prisão de líderes faccionais durante atendimentos médicos não é incomum, uma vez que muitos criminosos foragidos acabam se expondo ao buscar serviços de saúde quando enfrentam problemas médicos urgentes.