Vítima de homicídio em 2018 em Cuiabá é identificada após seis anos pela Politec
Vítima de homicídio em 2018 em Cuiabá é identificada após seis anos

Vítima de homicídio ocorrido em 2018 em Cuiabá é finalmente identificada após seis anos

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) conseguiu identificar, nesta terça-feira (24), a vítima de um homicídio que ocorreu em novembro de 2018 na capital mato-grossense. Fabricia Maria Ferreira, que tinha 48 anos na época do crime, era natural de Resplendor, em Minas Gerais, e vivia em situação de rua quando foi assassinada.

Detalhes do crime e da descoberta

O corpo de Fabricia foi encontrado na manhã do dia 27 de novembro de 2018, no cruzamento da Avenida Getúlio Vargas com a Avenida Presidente Marques, na região central de Cuiabá. Segundo as investigações da Polícia Civil, a vítima foi atingida por um objeto cortante nas costas, provavelmente uma faca. Mesmo ferida, ela ainda conseguiu caminhar por aproximadamente um quarteirão antes de cair no local onde foi descoberta.

Na ocasião, a vítima não pôde ser identificada, permanecendo como um caso de pessoa desconhecida por quase seis anos. A Politec informou que Fabricia é filha de Antonio Jose Ferreira e Carmen Guilhermina Maria Ferreira, e que agora estão tentando localizar familiares para notificá-los sobre a trágica descoberta.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Processo de identificação através de tecnologia biométrica

A identificação foi possível graças ao sistema automatizado de impressões digitais utilizado pela Politec. Simone Delgado, coordenadora do projeto "Lembre de mim" e papiloscopista do Instituto Médico Legal (IML), explicou como funciona esse processo.

"Hoje em dia, quando entra um corpo não identificado, nós fazemos a coleta das impressões digitais, mesmo em casos desafiadores. Conseguimos recuperar tecido de corpos em avançado estado de decomposição ou carbonizados, e processamos essa impressão digital da pessoa desconhecida no sistema automatizado", detalhou Simone.

A base biométrica utilizada para identificação é constantemente atualizada através dos documentos emitidos no estado. Por exemplo, ao atualizar o Registro Geral (RG) ou emitir o documento pela primeira vez, são coletadas fotos e impressões digitais dos dez dedos. Esses dados são fundamentais para identificar corpos no IML.

Rastreamento familiar após a identificação

Após a identificação do corpo, o próximo passo crucial é rastrear os familiares. "Cada indivíduo tem a digital única. Por conta dessa individualização, o sistema faz essa pesquisa e aponta os candidatos que têm impressões digitais semelhantes. É assim que conseguimos, por exemplo, identificar qual é a família daquela pessoa", completou a especialista.

Este caso exemplifica a importância da tecnologia forense e dos sistemas biométricos na resolução de crimes antigos e na garantia de que as vítimas recebam a devida identificação, oferecendo algum fechamento para suas famílias após anos de incerteza.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar