Polícia investiga mortes na UTI do Hospital Anchieta: técnicos confessam crimes
Técnicos confessam mortes na UTI do Hospital Anchieta

Polícia investiga mortes na UTI do Hospital Anchieta: técnicos confessam crimes

A Polícia Civil do Distrito Federal conduz uma investigação minuciosa para apurar as circunstâncias que levaram técnicos de enfermagem a provocarem mortes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, localizado em Taguatinga. Os suspeitos, identificados como Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, foram presos e já confessaram envolvimento nos crimes após serem confrontados com evidências das câmeras de segurança da unidade hospitalar.

Detalhes das prisões e confissões

Marcos Vinícius foi preso em janeiro, suspeito de causar a morte de três pacientes no Hospital Anchieta através da aplicação irregular de um medicamento, utilizado em doses altas como um veneno. Em um caso específico, ele também injetou desinfetante na veia de uma das vítimas, agravando a situação. As técnicas Amanda e Marcela foram detidas por supostamente darem cobertura aos atos criminosos, participando ativamente do encobrimento das ações.

Inicialmente, Marcos negou qualquer envolvimento, mas mudou sua versão após a análise das imagens de vigilância. Em depoimento à Polícia Civil, ele admitiu os crimes, assim como Marcela, que também confessou sua participação. A investigação revela que Marcos trabalhava na área de enfermagem há aproximadamente cinco anos, acumulando experiência que, paradoxalmente, foi usada para fins letais.

Vínculos trabalhistas negados pelas autoridades

Em uma rede social profissional, Marcos Vinícius divulgou que procurava oportunidades de trabalho, destacando sua ética profissional e responsabilidade. Ele listou três unidades da rede pública do Distrito Federal onde alegou ter atuado:

  • Hospital Regional de Taguatinga, na UTI ortopédica, por dois meses;
  • Hospital Regional de Ceilândia, na clínica cirúrgica, por um mês;
  • Unidade Básica de Saúde n°8, em Ceilândia, por um mês.

No entanto, a Secretaria de Saúde do DF negou categoricamente qualquer vínculo trabalhista com Marcos Vinícius, afirmando que ele nunca fez parte do quadro de servidores da rede pública, nem mesmo em caráter temporário. O Iges-DF, instituto responsável pela administração de unidades públicas, também rejeitou qualquer conexão com os três técnicos presos, reforçando a falta de registros oficiais de sua atuação nesses locais.

Consequências e medidas tomadas

Após a abertura da investigação interna, o Hospital Anchieta demitiu imediatamente os três suspeitos, cortando todos os laços profissionais com eles. A polícia continua a apurar os motivos por trás dos crimes, incluindo possíveis questões psicológicas ou conflitos pessoais que possam ter influenciado as ações dos técnicos.

Este caso chocante levanta sérias preocupações sobre a segurança e supervisão em ambientes hospitalares, especialmente em UTIs, onde pacientes vulneráveis dependem integralmente do cuidado profissional. As autoridades enfatizam a importância de rigorosos processos de seleção e monitoramento contínuo para prevenir futuras tragédias.