Suspeitos de homicídio em Palmas lavam mãos com sangue antes de festejar, revela delegado
Dois homens foram presos na quinta-feira, 16 de janeiro, em Palmas, capital do Tocantins, suspeitos de envolvimento no homicídio de Josierlison Marinha Barbosa. O crime, ocorrido em 2025 em uma distribuidora de bebidas na região sul da cidade, foi marcado por um detalhe macabro: após a execução, os acusados pararam para lavar as mãos sujas de sangue antes de seguir para outro estabelecimento festejar.
A cena foi registrada por câmeras de segurança e divulgada pela Secretaria de Segurança Pública do estado, mostrando os suspeitos utilizando um tanque para remover as manchas de sangue das mãos e dos pés. "A equipe da Divisão de Homicídios fez a reconstrução do trajeto de fuga. Em um determinado momento, após matar Josierlison, eles param em um estabelecimento. Eles encontram um tanque e aproveitam para se lavar e retirar das mãos e dos pés as manchas de sangue", explicou o delegado Eduardo Menezes.
Detalhes do crime e comportamento dos suspeitos
Segundo as investigações, Josierlison estava com um amigo e parou na distribuidora para comprar cerveja quando foi abordado pelos criminosos e levado para uma viela. "Foram aproximadamente cinco minutos de agressões com um pedaço de madeira. Dali, eles consumam o crime e saem para outra distribuidora para continuar confraternizando, bebendo como se nada tivesse acontecido", relatou o delegado.
Após o homicídio, os suspeitos foram para um novo local, onde, conforme Menezes, "eles chegam e se preocupam, ficam se olhando para ver se realmente ainda há resquícios de sangue nas roupas e seguem confraternizando como se nada tivesse acontecido". Em uma das filmagens divulgadas pela polícia, é possível observar marcas de sangue na mão de um dos investigados no momento em que ele faz o pagamento de uma compra no caixa do estabelecimento.
Motivação e operação policial
A motivação do crime seria uma disputa entre organizações criminosas por território, com a vítima supostamente pertencendo a um grupo rival. "Pelo simples fato de a vítima ser de uma facção que não domina aquele setor, isso já seria motivo para a execução. Não houve confusão prévia no local", esclareceu o delegado.
As prisões foram realizadas durante a Operação Maculae Sanguinis, conduzida pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, com apoio da Divisão Especializada de Repressão a Narcóticos. Além dos dois homens presos, um adolescente também teria participado do crime, segundo a polícia, com seu caso sendo acompanhado pela delegacia especializada em atos infracionais cometidos por menores.
Os nomes dos suspeitos não foram divulgados, e a polícia continua investigando para identificar se outras pessoas estiveram envolvidas no assassinato. Os mandados de busca e prisão foram cumpridos como parte dos esforços para desarticular a rede criminosa na região.



